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Ataque ao Bataclan: vítima fala do combate ao stresse pós-traumático

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France   -   Direitos de autor  AFP
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Catherine Bertrand assistia ao concerto no Bataclan, juntamente com mais 1500 pessoas, na noite de 13 de novembro de 2015, quando homens armados entraram de rompante e mataram 90 pessoas. Escapou, mas não incólume. Cinco anos passados, sofre ainda de stresse pós-traumático.

Um testemunho expresso em desenhos, editados sob a forma de livro, foi a forma que encontrou para tentar voltar a ter algo parecido com uma vida normal e conta um pouco do que tem passado.

"Tive de encontrar uma forma de me expressar para dizer: isto é o que se passa na minha cabeça. Tentar tornar o invisível, visível. Utilizei o desenho para o fazer e quando comecei a desenhar pequenas cenas que vivia na vida quotidiana, quer fosse com os meus colegas na rua, no metro, escrevia tudo, desenhava tudo, escrevia tudo. " (...) "O stresse pós-traumático, é um enorme conjunto de sintomas. Especialmente os ruídos. Há ruídos, portas a bater, qualquer coisa repentina, ruídos repentinos, coisas a cair, vidros a partir-se, o que quer que seja... Crianças a gritar na rua, porque se estão a divertir, porque estão felizes. Bem, nós, pelo menos eu, quando ouvia, por exemplo as crianças nos pátios dos recreios, crianças a gritar, tinha a impressão que estavam a ser trucidadas".

Os atentados de Paris aconteceram em vários locais da cidade, na mesma noite, deixando 130 pessoas mortas e 413 feridas, para além de um enorme número de pessoas que escaparam aos terroristas, mas dificilmente escapam ao truma do terror a que assistiram.

Foram os ataques mais mortíferos em território francês desde a Segunda Guerra Mundial e foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico.