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Municipais no Brasil sob o signo da Covid-19

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Eleitores da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, aguardam na fila para votar
Eleitores da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, aguardam na fila para votar -  Direitos de autor  Silvia Izquierdo/Associated Press
Direitos de autor Silvia Izquierdo/Associated Press
De Teresa Bizarro com Lusa
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As eleições são consideradas um teste para Bolsonaro e as sondagens dizem que o presidente vai chumbar

Sob o signo da Covid-19 e no dia em que faz 131 anos, a república brasileira vai a votos. Eleições municipais para decidir quem vai governar nas mais de cinco mil e quintentas cidades do Brasil.

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Uma votação que é vista com um teste à liderança de Jair Bolsonaro. A popularidade do presidente está em queda, afetada particularmente pela gestão da pandemia.

O Brasil é o terceiro país do mundo com mais infeções de Covid-19 registadas - quase seis milhões - e o segundo com mais mortos - mais de 165 mil.

As eleiçõe decorrem com cuidados sanitários redobrados. Para entrar nos locais de votação, os brasileiros têm de usar máscara e respeitar o distanciamento social. As primeiras três horas foram reservados aos eleitores dos chamados grupos de risco, como doentes crónicos ou idosos.

No Brasil, a escolha dos representantes munícipais é nominal num sistema de lista aberta. Nas cidades com mais de 200 mil habitantes, o candidato mais votado tem de ter a maioria dos votos para ser eleito perfeito. Se isso não acontecer este domingo, haverá uma segunda volta dentro de duas semanas, a 29 de novembro.

De acordo com as sondagens, os favoritos nas 26 capitais regionais são  mairitariamente membros de partidos de centro-direita, nomeadamente o Partido Social Democrata do antigo presidente Fernando Henrique Cardoso. Um resultado que contrasta com as eleições de 2018, em que a direita conquistou não só a Presidência, mas também importantes governos regionais.

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