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Um orçamento de defesa do tempo da Guerra Fria

Boris Johnson tem até o apoio dos trabalhistas para o reforço do orçamento de defesa
Boris Johnson tem até o apoio dos trabalhistas para o reforço do orçamento de defesa Direitos de autor Matt Dunham/AP
Direitos de autor Matt Dunham/AP
De  Teresa Bizarro
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Reino Unido anuncia reforço recorde das verbas para os militares. A conquista do espaço está também nos planos de Boris Johnson

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É o maior reforço do orçamento de defesa britânico desde os tempos da guerra friaBoris Johnson sobe em cerca de 27 mil milhões de euros o financiamento militar para os próximo quatro anos.

Londres vai gastar em defesa 2,3 por cento do PIB. Mesmo em termos absolutos, na NATO, só os Estados Unidos investem mais do que o Reino Unido. Objetivo: alargar a influência.

"A Grã-Bretanha mudou a balança da história e fez um bem imenso ao mundo. Agora, temos a oportunidade de continuar esta grande tradição, de acabar com uma era de recuos, de transformar as nossas forças armadas, de reforçar a nossa influência global. Unirmos e elevarmos o nosso país, proteger o nosso povo e defender as sociedades livres em que fervorosamente acreditamos," afirmou Boris Johnson. 

Mais do que renovar o equipamento militar, o primeiro-ministro britânico quer chegar mais longe. É deste orçamento que vai sair a verba para o recém-anunciado comando espacial britânico - uma agência que tem por missão fazer o primeiro lançamento em 2022 para proteger os satélites de comunicações.

Reforço também do dispositivo de ciber-segurança, para fazer frente a ataques informáticos e retaliar. Para Elisabeth Braw, analista de defesa, é preciso "que as Forças Armadas sejam capazes de, não apenas identificar o atacante e o Estado que o apoia, mas contra-atacar. Foi aí que os Estados Unidos ganharam competências e o Reino Unido quer chegar ao nível dos americanos ou lá perto."

Até a oposição trabalhista a Boris Johnson apoia este investimento, dizendo que já vem atrasado. Os aliados do primeiro-ministro britânico acreditam que vai dar um importante impulso à aliança tradicional com os Estados Unidos. Mais agora quando se questiona se o chefe do governo britânico vai ter uma boa relação com o presidente-eleito Joe Biden.

Este investimento, reforça a capacidade da NATO, e pode ajudá-lo nesta tarefa.  Para já, Boris Johnson arrancou um elogio da administração Trump.

O Reino Unido torna-se no quarto maior orçamento de defesa do mundo - à frente da Rússia e atrás dos Estados Unidos, China e Índia.

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