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Azerbaijão celebra retomada do controlo e até já se reza em Agdam

Forças militares do Azerbaijão entram em Agdam
Forças militares do Azerbaijão entram em Agdam Direitos de autor AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De  Francisco Marques com AFP, AP
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Arménia cumpre primeira de três cedências previstas no acordo mediado pela Rússia para manter poder manter o controlo de Nagorno-Karabakh/ Artsaque

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O Azerbaijão retomou esta sexta-feira o controlo da região de Agdam, no âmbito de um acordo de cessar-fogo ratificado com os arménios na semana passada.

A assinalar o acontecimento, alguns fiéis muçulmanos azeris já cumpriram as primeiras orações de sexta-feira numa mesquita localizada neste território há quase 30 anos controlado pelos separatistas arménios.

Agdam é a primeira de três regiões nos arredores de Nagorno-Karabakh, controladas há quase trinta anos por arménios, a serem devolvidas ao governo do Azerbaijão, no âmbito do recente acordo mediado pela Rússia.

A próxima região a ser devolvida será a de Kalbajar, a 25 de novembro e, por fim, Lachin, a 1 de dezembro.

As três regiões agora devolvidas pelos arménios ao Azerbaijão rodeiam o enclave de Nagorno-Karabakh, a república independente proclamada por arménios em território azeri no início da d'ecada de 90 do século XX, com a denominação Artsaque.

O conflito nesta região do Azerbaijão teve origem em 1988, pela insurgência na altura de separatistas arménios contra a então soberania soviética naquele território.

A queda do bloco soviético deu força aos separatistas para proclamarem a independência da região, com apoio do governo da Arménia.

Agora, depois do conflito ter voltado a reacender-se no final de setembro, sobretudo entre cristão arménios e muçulmanos azeris, com a morte estimada de milhares de pessoas em poucas semanas, a Rússia interferiu e, pela mão do presidente Vladimir Putin, conseguiu mediar, a 9 de novembro, um acordo de tréguas e cedências de parte a parte, o que estará a provocar uma crise política na Arménia.

Muitos arménios veem as cedências do primeiro-ministro Nikol Pashinyan como um assumir de derrota. As notícias oriundas da Ierevan dão conta do pedido de demissão do ministro da Defesa, David Tonoyan. A saída de Tonoyan carece ainda de confirmação.

Outras fontes • Tass, Anadolu

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