Único condenado pelo ataque, líbio Ali Mohamed al-Megrahi clamou inocência até à morte em 2012
A Justiça escocesa começou a analisar o pedido de recurso interposto pela família do líbio Abdelbaset Ali Mohamed al-Megrahi, único condenado pelo atentado mortífero de Lockerbie, em 1988, que clamou inocência até à morte, em 2012.
Aamer Anwar é o advogado da família:
"A culpa foi apontada há muito tempo na direção do Irão por ter ordenado a um grupo sírio-palestiniano que executasse um ataque de vingança pelo abate de um Airbus iraniano, por parte dos Estados Unidos, seis meses antes, que matou as 290 pessoas a bordo."
Al-Megrahi foi condenado à prisão perpétua em 2001. Em 2009 foi libertado por razões médicas, morrendo três anos mais tarde na Líbia, onde tinha sido acolhido como herói.
Jim Swire, que perdeu a filha no atentado de Lockerbie, acredita na inocência do ex-agente dos serviços secretos líbios:
"Acredito que ele era um homem inocente e não penso que teria sido justo mantê-lo na prisão na Escócia por mais um dia do que já tinha passado. E a existência da condenação deste homem permite às autoridades britânicas e norte-americanas negar as tentativas para obter a verdade."
O atentado à bomba contra o Boeing 747 da Pan Am, que explodiu a 21 de dezembro de 1988, sobre a localidade escocesa de Lockerbie, matando as 270 pessoas a bordo, constitui o mais mortífero ataque jamais cometido em território britânico.