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"Estado da União": Vacinas e viagens, esperanças e receios

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De  Isabel Marques da Silva  & Stefan Grobe
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"Estado da União": Vacinas e viagens, esperanças e receios
Direitos de autor  ERIC LALMAND/AFP
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Houve algumas boas notícias na frente da pandemia, esta semana, face aos avanços de diferentes laboratórios farmacêuticos no sentido de disponibilizar as vacinas nos próximos meses, o que foi saudado pela presidente da Comissão Europeia.

"Os primeiros cidadãos europeus poderão ser vacinados antes do final de dezembro e finalmente há luz no fim do túnel. Como disse, as vacinas são importantes, mas o que conta é fazer a vacinação", disse Ursula von der Leyen.

Este é um ponto importante porque as sondagens revelam alguma hesitação dos cidadãos em vários países. Por exemplo, cerca de 50% dos franceses disseram que provavelmente se recusariam.

Um dos fatores é o receio de que haja pouca segurança por causa da rapidez com que a vacina foi produzida, mas há também teorias conspiratórias a minar a confiança.

Na Alemanha, que foi palco de protestos contra as medidas do governo, partidos minoritários acusaram a chanceler Angela Merkel de se aliar a forças globalizadoras sombrias para uma tomada de poder.

“A situação é angustiante. Não devemos adoçar a pílula. Apaziguamento, pensamento positivo ou fantasias populistas não são apenas irrealistas, mas também irresponsáveis", reagiu a chanceler.

Viagens para quando?

A pandemia continua a ter sérios impactos em toda a economia, sendo a aviação um dos setores mais atingidos. Estamos a entrar numa das estações do ano mais movimentadas em termos de viagens, mas as companhias aéreas transportam muito poucos passageiros.

Stefan Grobe entrevistou Christina Foerster, membro do conselho executivo do Grupo Lufthansa, onde é responsável pelo departamento de Clientes e Responsabilidade Corporativa.

Stefan Grobe/euronews: Existem alguns estudos sobre a transmissão do Covid-19 em aviões e todos e fazem advertências importantes. Voar é seguro, mas apenas em condições perfeitas. Como vai convencer as pessoas a voltarem a viajar de avião?

Christina Foerster/Grupo Lufthansa: Para nós a segurança é a maior prioridade e vemos que os nossos clientes confiam em nós. Estabelecemos bons procedimentos como o uso obrigatório de máscara, estamos na vanguarda dos testes e das opções de seguros que oferecemos aos passageiros.

Stefan Grobe/euronews: A Lufthansa fará da vacinação uma obrigação para viagens como a companhia Qantas?

Christina Foerster/Grupo Lufthansa: Não acreditamos em dizer às pessoas o que fazer. O que esperamos é que haja procedimentos melhor coordenados em todo o mundo. Queremos dar escolhas às pessoas. Trabalhamos em opções de testes e já fazer parte do "passe comum" que ajudará a acompanhar o que está a acontecer em todo o mundo. Para nós é importante ter transparência, ter procedimentos que permitam viajar novamente. No final das contas, viajar é fundamental num mundo globalizado.

Stefan Grobe/euronews: Muitos passageiros têm a impressão de que, ao longo dos anos, estão a pagar mais por menos, sejam em bagagem ou em refeições, etc. Será que este é o momento para restabelecer esses serviços?

Christina Foerster/Grupo Lufthansa: Ao longo da última década, as viagens tornaram-se cada vez mais acessíveis e estamos muito felizes com essa democratização. Vemos que agora se trata mais de personalização, de experiências personalizadas, das opções que se dão aos passageiro. Alguns preferem a escolha de um preço muito baixo e outros preferem pagar para terem mais opções.

Stefan Grobe/euronews: Qual é o principal resultado desta crise sanitária para o setor?

Christina Foerster/Grupo Lufthansa: No início da crise, todos diziam que bom que era poder trabalhar a partir de casa e ter reuniões virtuais, mas cada vez mais pessoas dizem agora que não é o mesmo que poder fazer encontros pessoalmente e mal podem esperar por essa possibilidade novamente. Existem muitas maneiras de entrar em contacto, mas nada supera os contactos pessoais. Também vemos como o transporte de carga é importante para o sistema mundial. Pense no transporte das vacinas que estão a ser desenvolvidas. Portanto, vemos que desempenhamos um papel crucial.