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Macron pede mais liberdade de expressão a Abdel Fattah Al-Sissi

De  Euronews
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Abdel Fattah al-Sissi ouve as palavras de Emanuel Macron no Palácio do Eliseu
Abdel Fattah al-Sissi ouve as palavras de Emanuel Macron no Palácio do Eliseu   -   Direitos de autor  AP Photo/Michel Euler, Pool
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Os direitos humanos dominaram esta segunda-feira a visita a Paris do Presidente do Egito, Abdel Fattah Al-Sissi.

Em destaque esteve sobretudo a liberdade expressão, que custou recentemente à França uma campanha de ódio pelo mundo muçulmano e que, na opinião de Emmanuel Macron, é um dos direitos humanos em causa no Egito.

O Presidente francês apelou a Al-Sissi pelo fim da repressão política e por mais liberdade de expressão neste aliado africano da Europa às portas do Médio Oriente.

Estamos a falar (dos direitos humanos) de uma forma muito franca com o presidente Al-Sissi, tal como já havíamos abordado o assunto em janeiro de de 2019.

"Tendo por base os princípios, procuro sempre defender uma sociedade civil dinâmica, inclusiva, onde cada um está representado nos acordos que podem existir, e que esteja mais protegida de ameaças terroristas.

"Mesmo se nos apoiamos uns aos outros, os nossos países devem viver com uma sociedade assim, com mais proteção do que a repressão política.
Emmanuel Macron
Presidente de França

Abdel Fattah Al-Sissi não alinhou com Macron na questão da liberdade de expressão em referências religiosas, como aconteceu no caso do profeta Maomé, que esteve na base dos ataques terroristas ao jornal Charlie Hebdo em 2015 e no recente assassinato de um professor em França.

O Presidente do Egito entende como "sagrada" a supremacia religiosa sobre os valores humanos e lamentou a existência de uma alegada campanha desinformativa contra o Egito.

"Vocês (os meios de comunicação) focam-se neste tema (dos direitos humanos) e descrevem-nos como não tendo respeito pelas pessoas, como se não gostássemos da nossa sociedade ou como se fossemos líderes violentos, déspotas.

"Isto é inaceitável.
Abdel Fattah al-Sissi
Presidente do Egito

Defensor de "uma sociedade civil ativa, dinâmica e mais democrática, Emmanuel Macron salientou a libertação recente pelo Egito de três ativistas, lembrou outros, que pedem mais democracia e que continuam detidos no Cairo.

O líder francês disse, no entanto, respeitar a soberania egípcia e não condicionou a esses casos de suposta repressão política pelas autoridades a cooperação económica e de defesa existentes entre França e o Egito.