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Boris Johnson e Ursula von der Leyen "desbravam caminho" em Bruxelas

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Ursula von der Leyen e Boris Johnson
Ursula von der Leyen e Boris Johnson   -   Direitos de autor  EBS
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Em Bruxelas - para onde voou esta quarta-feira Boris Johnson para se encontrar com a Presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen - procuram-se caminhos para desbloquear o impasse, durante o jantar.

A futura relação comercial entre Reino Unido e a União Europeia navega ainda por águas turbulentas, com questões como a das pescas a estar longe de ser consensual.

O primeiro-ministro do Reino Unido esteve, esta quarta-feira, no Parlamento britânico para garantir aos deputados que ia a Bruxelas para defender o "interesse nacional" num acordo que entende ser possível.

Angela Merkel assumiu-se como porta-voz da União Europeia (UE) e deixou um aviso ao Reino Unido. Perante os deputados alemães, a chanceler Angela Merkel disse "ainda" haver "espaço para se chegar a um acordo" sobre a futura relação bilateral pós-Brexit da UE com o Reino Unido.

A líder alemã reconheceu ser difícil que um acordo aconteça esta quarta-feira, no decorrer do jantar entre Boris Johnson e Ursula von der Leyen, e garantiu que os "27" estão prontos para o eventual fracasso na parceria.

"Ainda estamos a trabalhar no acordo, mas também aguardamos condições que não podemos aceitar.

"Se houver condições do lado britânico que não podemos aceitar, estamos preparados para seguir por esse caminho do não-acordo porque uma coisa temos clara: a integridade do mercado único tem de ser preservada.
Angela Merkel
Chanceler da Alemanha

A posição manifestada pela chefe do Governo alemão mereceu aplausos de boa parte das bancadas parlamentares germânicas.

Angela Merkel antecipou ainda que "vai ser preciso negociar no futuro em condições de igualdade com o Reino Unido e para isso é necessário estabelecer regras para cada uma das partes se adaptar a eventuais mudanças legais da outra".

Esta última ideia chocou com uma das garantias deixadas por Boris Johnson aos deputados britânicos, em Westminster, onde a sensível questão das pescas também foi abordada.

Os nossos amigos na União Europeia estão atualmente a insistir em que se eles aprovarem uma nova lei no futuro, a qual nós, no nosso país, não seguimos ou não nos adaptámos de imediato, eles exigem um instrumento automtico para nos punir ou para poderem retaliar.

"Em segundo, estão a dizer que o Reino Unido deve ser o único país do mundo sem ter controlo soberano sobre as suas águas territórios de pesca.

"Eu não acredito que esses sejam termos que um qualquer primeiro-ministro deste país pode aceitar.
Boris Johnson
Primeiro-ministro do Reino Unido

O chefe do Governo britânico foi pressionado pela oposição trabalhista sobre os riscos de um não-acordo para o Reino Unido, mas Boris Johnson não vê problemas em ter o país a seguir sozinho, antes pelo contrário.

"Vai haver criação de emprego neste país, por todo o Reino Unido, não apenas apesar do Brexit, mas por causa do Brexit. Na verdade, este país vai tornar-se num íman para investimentos estrangeiros. Aliás, já é e vai continuar a sê-lo", confiou o líder do Governo conservador do Reino Unido.

Boris Johnson e Ursula von der Leyen vão reunir-se na capital belga para tentar desbloquear o impasse surgido entre os respetivos negociadores eleitos para desenharem o futuro acordo de parceria pós-Brexit. Algo que parece ainda muito distante apesar de 31 de dezembro estar já ao virar da esquina.

Outras fontes • EBS