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Restrições anti-Covid causam descontentamento na Europa

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Restrições anti-Covid causam descontentamento na Europa
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Este vai ser um natal diferente do que todos os europeus, praticamente sem exceção, já conheceram. Mesmo se o nível de restrições é diferente de país para país, a época festiva é afetada pelas medidas de combate à Covid-19. A Alemanha e os Países Baixos impuseram confinamentos durante o período das festas. No Reino Unido, o governo pondera também um endurecer das medidas, mas a população está descontente.

Cultura descontente

Em França, é o setor da cultura a mostrar descontentamento. Considerados não-essenciais, museus, teatros e cinemas têm de continuar fechados, enquanto o comércio e os locais de culto puderam reabrir. Uma suposta dualidade de critérios que enfurece quem trabalha nesta área.

O ator e realizador Pascal Le Guennec diz que "há uma desigualdade em relação às lojas, ao metro e aos locais de culto. Ficam na rua, no pior sentido da expressão e confinados até no espírito".

Véronique Vellin, gestora de um teatro, diz que "a situação dura desde o primeiro confinamento. Há perigo para o setor, para os artistas e para os técnicos que podem ficar sem emprego durante um longo período".

Ucrânia

No centro de Kiev, na Ucrânia, houve confrontos entre a polícia e manifestantes depois da decisão de fechar o comércio não essencial, os ginásios e as escolas entre os dias 8 e 24 de janeiro, num esforço para conter o avanço da epidemia no país.

Um manifestante, dono de uma loja, diz que "são reféns de um jogo do governo. Há um ano que pedem para ser ouvidos e sentem-se abandonados".

Em plena segunda vaga de infeções, os governos europeus têm de encontrar um equilíbrio entre a proteção da saúde pública e da economia.