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Acordo pós-Brexit arrasta-se sem sucesso

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Futuro continua incerto para o setor das pescas em águas britânicas
Futuro continua incerto para o setor das pescas em águas britânicas   -   Direitos de autor  AP Photo/David Keyton, Arquivo
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As redes de pesca do acordo pós-Brexit continuam vazias e a aguardar fumo branco das negociações entre o Reino Unido e a União Europeia.

As últimas horas ficaram marcadas por negociações “extremamente difíceis”, indicam relatos de eurodeputados citados por alguma imprensa de ambos os lados, nomeadamente a RTE, a televisão pública irlandesa.

Uma das últimas jogadas terá sido de Michel Barnier e não terá sido do agrado de alguns dos Estados-membros mais afetados, nomeadamente a Irlanda e a França.

O negociador chefe dos “27” terá proposto ao Reino Unido uma redução de 25% da cota de pesca europeia em águas britânicas e um prazo de revisão do acordo reduzido de dez para seis anos.

O Reino Unido terá respondido com a exigência do dobro de corte da cota de pesca europeia, um primeiro período de três anos sem alteração das cotas e depois uma revisão anual.

De França, um dos países mais afetados por um eventual bloqueio no acesso a águas britânicas, surgiu a possibilidade de as negociações se arrastarem para lá deste domingo, o prazo estabelecido para o Parlamento Europeu para poder haver um acordo que possa ser ultimado e ratificado a tempo de ser aplicado logo após 31 de dezembro, o fim do período de transição do Brexit.

É normal não dizermos 'bem é domingo à noite, vamos fechar isto' e com isso sacrificar tudo.

"Não faremos isso porque estão em jogo setores inteiros como a pesca e as condições de concorrência para as nossas empresas a longo prazo.

"Pode ser difícil e às vezes até duro perceber, mas é necessário aproveitar o tempo e, de qualquer maneira, não sacrificar os nossos interesses sob a pressão de um calendário.
Clément Beaune
Secretário de Estado de França para os Assuntos Europeus

Com os transportes já a darem sinais do caos em que pode cair a relação comercial entre europeus e britânicos, se não houver um acordo nos próximos dias, a partir de 1 de janeiro são aplicadas as regras da Organização Mundial de Comércio.

As transações entre União Europeia e Reino Unido passam a ser escrutinadas pelos diferentes critérios de qualidade de ambos os lados, acrescido de taxas e controlos alfandegários, que ameaçam agravar intensamente os processos de importação e exportação e tornar os produtos mais caros, sobretudo no lado britânico.

Outras fontes • Guardian, Bloomberg