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Acampamento na Bósnia acolhe cerca de mil migrantes apesar de ter ardido

Acampamento na Bósnia acolhe cerca de mil migrantes apesar de ter ardido
Direitos de autor  Kemal Softic/Kemal Softic
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De Euronews
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Requerentes de asilo aguardam no local o deslocamento para um novo campo, sob temperaturas negativas e sem acesso a bens de primeira necessidade.

Cerca de mil migrantes e refugiados vivem há dias sob temperaturas negativas e sem acesso a bens de primeira necessidade, em Lipa, no noroeste da Bósnia, depois de o acampamento onde se encontravam ter sido consumido pelas chamas.

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Os requerentes de asilo permanecem no local há mais de uma semana entre os escombros, sem segurança, água corrente, ou aquecimento, à espera de serem deslocados.

O deslocamento para instalações militares no sul do país começou há alguns dias. Mas, após um dia e uma noite em autocarros, a contestação dos habitantes locais acabou por suspender o processo, obrigando-os a regressar.

"Vieram aqui umas pessoas, da polícia e da OIM e disseram: 'Vais para Sarajevo, para outro campo'. Começámos a ir para lá. Havia autocarros e em cada autocarro iam 55 pessoas. Mas depois disso, disseram 'Vocês já não vão para Sarajevo, para outro acampamento, têm de voltar para Lipa", descreve um dos migrantes no acampamento.

O acampamento de Lipa era, até há pouco tempo, dirigido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), que se retirou, devido às más condições do campo.

Os requerentes de asilo são agora ajudados por voluntários e por membros da Cruz Vermelha.

Zlatan Kovacevic pertence à associação humanitária S.O.S. Bihac. Em Lipa, tenta dar uma resposta às necessidades dos residentes.

"Hoje preparámos mil refeições. Vamos contar as pessoas para saber como agir nos próximos dias. A Cruz Vermelha está a ajudar-nos, disponibilizando voluntários e eles também prepararam chá. Estamos a contar as pessoas para podermos preparar e distribuir o mais rapidamente possível roupas, sacos-cama e, se tivermos a autorização, as tendas também", conta.

As autoridades acreditam que o incêndio, deflagrado a 23 de dezembro, foi ateado por migrantes como protesto à retirada da Organização Internacional para as Migrações.

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