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Dakar marcado pela luta dos direitos das mulheres

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Dakar marcado pela luta dos direitos das mulheres
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Os participantes percorrem vários quilómetros em todo-o-terreno na Arábia Saudita, um país onde só os homens podem conduzir. Ativistas acusam o reino saudita de criar uma reputação irreal através do desporto. Pediram para que o evento fosse boicoitado e deram a conhecer o caso de Loujain al-Hathloul, presa por lutar pelo direito à condução.

A Euronews falou com a irmã da ativista, que nos contou que Loujain al-Hathloul, detida na prisão Al-Ha'ir de Riade - a alguns metros do percurso do Dakar - tem sido vítima de violência.

"Ela esteve incontactável durante três semanas e só depois fomos autorizados a telefonar-lhe. Depois de alguns meses, finalmente os meus pais puderam visitá-la e ficaram chocados com o que viram. A Loujain tremia incontrolavelmente e mal conseguia sentar-se enquanto falava com eles. Estava com um olhar apavorado. Tinha também marcas vermelhas no corpo e não disse nada. Depois de alguns meses, Loujain admitiu tudo. Até mostrou as coxas, que estavam cheiss de hematomas por causa dos choques elétricos. Contou todos os detalhes. Disse-lhes que à noite acordava com homens a dormir ao lado e que durante o dia a eletrocutavam, batiam-lhe e ameaçavam-na de violação e assassinato. Foi afogada, açoitada e a pessoa que ordenou essa tortura é o braço direito do nosso príncipe herdeiro, Saud al-Qahtani, que pessoalmente a ameaçou de violação e de assassinato.", contou Lina al-Hathloul.

Loujain al-Hathloul está acusada de espionagem e de conspiração contra o reino saudita através da internet. Loujain al-Hathloul não é a única mulher nesta situação. Só no mesmo processo foram condenadas outras 12 mulheres que lutavam por direitos que grande parte do mundo considera básicos.