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Índia inicia ambicioso plano de vacinação e OMS pede mais países

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De  Francisco Marques com AP, AFP
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Índia inicia ambicioso plano de vacinação e OMS pede mais países
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A Índia iniciou este sábado um dos maiores programas de vacinação do mundo com o objetivo de imunizar contra a Covid-19 até agosto cerca de 300 milhões de pessoas, o equivalente à quase totalidade de todos os Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia em todo o mundo (23,5 milhões de casos e 392 mil mortes).

O programa indiano recorre para já à vacina Oxford/AstraZeneca e a uma versão controversa desenvolvida num laboratório local, conhecida como Covaxin.

Com mais 10,5 milhões de infeções e 152 mil mortes confirmadas, a Índia é o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia. Para come4ar a colocar um travão à propagação do vírus, as autoridades indianas colocaram como prioridades na vacinação os profissionais de saúde na linha da frente, a polícia e as forças armadas.

A entrada da Índia na corrida à imunização ocorre após a pandemia ter ultrapassado os dois milhões de mortes em todo o mundo e com o vírus em rápida propagação, prestes a atingir os 94 milhões de infetados, de acordo com a atualização da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, às 09h20 deste sábado (hora de Lisboa).

Para o diretor-executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS) "é muito fácil culpar as florescentes variantes do SARS-CoV-2" pela progressão do vírus, mas responsabilidade deve ser também sacada a quem não fez o suficiente.

Infelizmente, foi também o que não fizemos que o causou.

"Temos de ser capazes de aceitar a nossa responsabilidade, individual e coletivamente, enquanto governos, por este vírus estar fora de controlo.
Michael Ryan
Diretor-executivo do Programa de Emergência da OMS

A OMS apelou entretanto ao rápido alargamento da vacinação e espera ver o plano de imunização global iniciado em todos os países do mundo no espaço de 100 dias.

Entretanto, em Whuan, na China, onde tudo terá começado há pouco mais de um ano, a equipa da OMS enviada para investigar a origem da pandemia chegou quinta-feira e está já a trabalhar apesar de se manter sob quarentena.

Os especialistas da OMS têm mantido reuniões com especialistas locais e as autoridades de saúde chinesas através de videoconferências.

A China anunciou este sábado ter registado mais 130 novas infeções, incluindo 15 casos importados, tendo atualmente pouco mais de 1.100 casos ativos em todo o país, incluindo 38 em estado grave.

Apesar de ter sido a primeira a registar a infeção e uma morte por Covid-19, a China contabiliza números muito abaixo dos países mais afetados do mundo, com pouco mais de 88 mil infeções conhecidas e 4.635 mortes confirmadas.

Outras fontes • Xinhua