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Hondurenhos desesperam na fronteira com a Guatemala

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De  Nara Madeira com AFP/AP
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Hondurenhos desesperam na fronteira com a Guatemala
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Encurralados, espancados pela polícia, alguns. Milhares de migrantes hondurenhos foram recebidos, na fronteira com a Guatemala, por uma comitiva que estava ali para não os deixar seguir viagem se não respeitassem as formalidades devidas à pandemia de Covid-19.

A confusão, seguida de tensão, instalou-se. Uma maré de gente empurrava os efetivos da polícia de choque e os militares, mas ainda que os confrontos tenham sido inevitáveis, foram poucos os que fizeram, de facto, frente a quem estava ali para não os deixar passar.

A Guatemala estima que cerca de 9.000 pessoas - mulheres, homens e crianças - entraram no país desde sexta-feira. Pretendem formar uma nova caravana para chegar à fronteira com os EUA. Esperam que o país, sob a liderança de Joe Biden, lhes permita fugir à pobreza extrema dando-lhes oportunidades de emprego e uma vida melhor.

Na sexta-feira, um grupo apanhou a polícia desprevenida e desarmada e acabou por conseguir passar.

Mas há outras questões que se colocam. Mais de duas dezenas destes viajantes, dos poucos registados pelas autoridades guatemaltecas, testaram positivo ao novo coronavírus. O que coloca sérios problemas sanitários aos países da região. Para atravessarem a Guatemala os migrantes estão obrigados a apresentar um teste negativo à Covid-19. A maioria não tem o documento necessário para seguir viagem. Devido a isso, uma parte foi já repatriada.

As Honduras têm vivido crises consecutivas, por motivos vários, entre eles políticos. Hoje, a situação já frágil do país, em termos sociais e económicos, sobretudo, é agravada pelas intempéries que têm assolado o país, pela pandemia de Covid-19 que aumentou, exponencialmente, o desemprego e por outros problemas relacionados com a violência entre gangues e o tráfico de droga.