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"Alta pressão" no Hospital de Santa Maria

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De  Teresa Bizarro  com Agências
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A partir desta sexta-feira, equipas do INEM fazem triagem de pacientes que chegam de ambulância ainda no parque de estacionmento do Hospital de Santa Maria
A partir desta sexta-feira, equipas do INEM fazem triagem de pacientes que chegam de ambulância ainda no parque de estacionmento do Hospital de Santa Maria   -   Direitos de autor  Armando Franca/AP

O maior hospital português não consegue fazer face ao volume de doentes urgentes. A situação no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, degrada-se de dia para dia e atingiu um ponto crítico esta quinta-feira. De acordo com testemunhas no local, na fila para o atendimento exclusivo para doentes Covid-19 chegaram a estar mais de 40 ambulâncias. Na manhã desta sexta-feira eram ainda 30.

Ambulâncias que ficam paradas, transformadas em quartos improvisados onde médicos e enfermeiros prestam os primeiros socorros. Há relatos de pacientes que estiveram 12 horas na fila.

Daniel Ferro, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, reconhece que "a situação é de uma enorme pressão e de uma sobrecarga para todos os serviços e profissionais". O gestor anunciou que a partir desta sexta-feira será feita uma pré-triagem aos doentes para tentar evitar tantas ambulâncias paradas à porta do hospital.

Equipas do INEM vão avaliar pacientes ainda no parque de estacionamento do hospital. Um procedimento que vai permitir reencaminhar pacientes para serem atendidos em centros de saúde da Grande Lisboa.

De acordo com a administração do Santa Maria, de todos os pacientes transportados em ambulância, apenas 15 por cento justificam internamento hospitalar.O vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Emergência, citado pela agência Lusa, considera que a pré-triagem vai ajudar, mas defende a necessidade de uma revisão dos protocolos e modelos de atendimento para evitar episódios continuados de sobrecarga das urgências dos hospitais.

A Associação de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar pediu entretanto à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), bem como às entidades que detêm os postos de emergência médica, que seja garantido que as missões das equipas de ambulâncias de socorro “são corretamente coordenadas e comandadas e que os operacionais e pacientes têm todas as condições de dignidade com acesso a comida, água e casa de banho”.