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Charlie Dalin: "tenho a impressão de me ter superado"

Charlie Dalin celebra regresso a Sables d'Olonne, França, depois de concluir a Vendée Globe
Charlie Dalin celebra regresso a Sables d'Olonne, França, depois de concluir a Vendée Globe Direitos de autor Loic Venance/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved
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De  Rodrigo BarbosaJulien Pavy
Publicado a Últimas notícias
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Skipper francês do Apivia foi o primeiro a cruzar a linha de chegada da Vendée Globe, mas o bónus de tempo atribuído a Yannick Bestaven relegou-o para o segundo lugar

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Uma dezena de velejadores já pôs o pé em terra, depois de quase três meses à volta do globo.

Se para uns, chegou a hora de fazer o balanço e voltar à realidade, outros continuam no mar e esperam concluir nos próximos dias - ou mesmo semanas, para os mais atrasados - a mítica Vendée Globe.

O francês Yannick Bestaven foi decretado vencedor, graças ao bónus de tempo atribuído por ter participado no resgate de Kevin Escoffier durante a prova.

O compatriota Charlie Dalin tinha sido o primeiro a atravessar a linha de chegada, algumas horas antes, na passada quarta-feira.

À conversa com a euronews, diz-se feliz mas confessa alguma frustração.

É claro que, quando vi o Yannick Bestaven com o troféu nas mãos, custou-me um pouco, não vou mentir... Infelizmente para mim, o jogo das compensações foi desfavorável.

Mas não há qualquer polémica, são as regras do jogo e aceito totalmente. O que não esqueço é que fui o primeiro a passar a linha de chegada e que tive um bom desempenho na minha primeira Vendée Globe.
Charlie Dalin
2o. classificado da Vendée Globe

Uma volta ao mundo à vela em solitário, sem escalas e sem assistência marcada por peripécias e grandes dificuldades para muitos dos participantes. Dalin enfrentou uma avaria séria, na entrada no Pacífico.

A primeira coisa que pensei foi que a minha prova estava terminada, que teria de abandonar e apontar para um porto na Austrália ou Nova Zelândia. Cheguei a olhar para o mapa para ver os portos mais próximos.

Foi um momento difícil e cheguei a chorar ao pensar que a corrida podia estar terminada para mim, quando liderava a prova.

Mas felizmente a minha equipa técnica mobilizou-se, enviou-se soluções e eu pude fabricar a bordo uma peça de substituição com pedaços de carbono que transportava comigo.
Charlie Dalin
2o. classificado da Vendée Globe

Oitenta dias sozinho no mar, uma intensa experiência psicológica, que Dalin tão cedo não esquecerá.

O cansaço instala-se, dia após dia, semana após semana, mês após mês... As emoções estão forçosamente à flor da pele.

Há dias em que tudo vai bem, outros onde estamos menos bem. Mas tenho sobretudo a impressão de me ter superado.
Charlie Dalin
2o. classificado da Vendée Globe

A versão integral da entrevista (em francês)

Acabado de regressar a terra, o skipper francês está já de olhos postos na próxima edição da Vendée Globe, dentro de quatro anos.

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