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Mais países da União Europeia recebem vacinas da Astrazeneca

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Mais países da União Europeia recebem vacinas da Astrazeneca
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Mais três países da União Europeia receberam os primeiros lotes das vacinas da Astrazeneca: Espanha, Bulgária e Polónia.

O Ministério espanhol da Saúde decidiu que não vai administrar esta vacina a pessoas com mais de 65 anos, uma decisão já tomada por outros países.

A Bulgária, com sete milhões de habitantes, apostou fortemente na vacina da Astrazeneca, por ser mais barata e mais fácil de armazenar e utilizar. Encomendou 4,5 milhões de doses.

O enviado especial da OMS para a Covid-19, David Nabarro, pede para que não se embarque no nacionalismo das vacinas. "A única maneira de lidar com uma pandemia global é garantir quotas justas em todo o mundo agora. Isso é o que se deve fazer. E tenho esperança que os líderes mundiais nas próximas semanas percebam que ter alguns países a vacinar muitas pessoas e, depois, países mais pobres com muito poucas vacinas não é realmente o caminho a seguir a nível económico, social, ambiental e até moral'', realçou.

Mas a escassez de vacinas é o que mais preocupa os governos nacionais agora e há cada vez mais países da União Europeia a começarem a olhar para as vacinas chinesa e russa. A Áustria e a Eslováquia dizem estar dispostos a produzir as vacinas, desde que estas sejam aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos.

Na fronteira entre a Áustria e a Alemanha, houve protestos contra o fecho da fronteira e outras medidas restritivas de combate à pandemia. "Isto não é um protesto contra algo, mas por algo. Pela liberdade, pelo futuro dos nossos filhos e pela preservação da nossa constituição, que foi repetidamente violada pelo governo austríaco nos últimos meses. Existem vários acórdãos do Tribunal Constitucional que afirmam retrospetivamente que as medidas foram inconstitucionais", afirma Merlin Eilsers, organizador do protesto.

Alguns países, como a Dinamarca e a Suécia querem criar um passaporte de vacinas digital. Mas noutros, como a Alemanha, o Conselho de Ética recomendou que não seja concedida qualquer condição especial aos vacinados.