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Indústria automóvel britânica sente os efeitos do Brexit

Indústria automóvel britânica sente os efeitos do Brexit
Direitos de autor VLADIMIR SIMICEK/AFP or licensors
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De  euronews
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Para além da pandemia, o sector automóvel britânico vê-se a braços com os novos desafios causados pela saída do Reino Unido da União Europeia

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O ano passado foi o pior ano para a indústria automóvel britânica. 

Desde 1984 que as vendas não atingiam valores tão baixos.

"2020 foi um ano muito duro, sinceramente. Foi mesmo duro, a Jaguar Land Rover teve que fechar obviamente" afirma Neil Clifton, diretor da Cube Precision, fabricante de peças para a indústria automóvel.

Birmingham é o centro da indústria automobilística britânica. 

A empresa de Neil Clifton produz peças para a Land Rover, entre outras empresas.

Os problemas causados pela pandemia levaram ao encerramento das fábricas.

A produção de automóveis caiu de forma abrupta, colocando muitos postos de trabalho sob enorme pressão.

E agora, começam a sentir-se os efeitos do Brexit.

"Temos agora desafios que nunca antes tivémos. Temos problemas com projetos correntes mas também em ganhar novos clientes. Muitas das nossas matérias-primas vêm de Espanha ou da Alemanha, temos encomendas para entrega dentro de dois ou três meses e agora não vamos conseguir cumprir os prazos", lamenta Neil Clifton.

A saída do Reino Unido do mercado único europeu está a causar problemas neste sector.

Os atrasos nas alfândegas britânicas semearam o caos ao longo das cadeias de abastecimento da indústria automóvel.

O repórter da euronews Luke Hanrahan explica:

"Existem enormes áreas deste país que dependem do bom funcionamento da indústria automóvel. Mas devido à pandemia e agora ao Brexit, este sector foi obrgado a parar. Houve igualmente quem perdesse o emprego porque algumas destas emrpesas abriram falência".

Um número significativo de despedimentos ocorreram não apenas nas fábricas mas igualmente ao longo das cadeias de abastecimento. 

Pequenas empresas como a Cube Precision tiveram que fazer cortes.

"Tudo o que vem da Europa está a levar muito mais tempo, isso torna tudo mais tenso. Isto está a afetar muita gente na regiãos das Midlands. Cosntruímos tudo a partir de peças, isso quer dizer que muitos postos de trabalho estão a ser afetados", afirma Ryan Edwards, diretor de aquisições da Cube Precision.

A queda na produçãoa automóvel teve um efeito considerável sobre os postos de trabalho. 

No ano passado, tiveram lugar pelo menos 10 mil despedimentos.

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E agora começam a fazer-se sentir os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia.

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