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Origem do coronavírus "em aberto", diz diretor-geral da OMS

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Origem do coronavírus "em aberto", diz diretor-geral da OMS
Direitos de autor  Jean-Christophe Bott/AP
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Em matéria de coronavírus, "todas as hipóteses estão em aberto". As palavras são do director-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que, esta sexta-feira, admitiu não descartar qualquer explicação para a origem do SARS-COV-2, até ao momento desconhecida

Ainda esta semana, a equipa liderada pela OMS na China tinha afirmado ser altamente improvável o vírus ter saído de um laboratório.

No entanto, Tedros Adhanom Ghebreyesus veio agora dizer que é preciso mais investigação.

Numa conferência de imprensa, afirmou "terem sido levantadas algumas questões sobre hipóteses serem descartadas", mas, após "ter falado com alguns membros da equipa", o representante da organização confirmou "que todas as hipóteses permanecem em aberto e requerem uma análise e estudos mais aprofundados".

Europa controla e vacina

Pela Europa, restrições e testes condicionam a circulação entre países

Na fronteira com a Alemanha, a polícia austríaca, apoiada pelo exército, verifica os testes à covid-19. À saída do Tirol, o controlo de quem sai de carro pela autoestrada é apertado.

Já na Alemanha, Angela Merkel reconhece alguma desilusão no início lento da vacinação, mas rejeita críticas de atrasos no processo. A chanceler alemã disse, esta sexta-feira, que os centros de vacinação no país vão estar a funcionar a plena capacidade em abril.

A Alemanha começou a executar o plano de vacinação pelos idosos, em dezembro. Até ao momento, 3,8 milhões de vacinas foram administradas no país

Também esta sexta-feira, Emmanuel Macron alertou para a fase "crítica" da pandemia, devido às novas estirpes do coronavírus.

As declarações foram proferidas durante uma reunião virtual entre os fundadores do Acelerador de Acesso a Ferramentas contra a covid-19, uma colaboração lançada pela Organização Mundial de Saúde, em que o presidente francês defendeu a entrega urgente de vacinas aos países de baixos rendimentos para travar o desenvolvimento de novas estirpes.

A estirpe detetada pela primeira vez no Reino Unido, conhecida por ser mais contagiosa, representa atualmente quase 18% de todos os casos em Itália.

As autoridades sanitárias locais localizaram a estirpe britânica .em áreas da Toscana, Úmbria e Abruzzo, onde foram criadas zonas vermelhas de forma a travar a propagação.

Tendo em conta a rapidez de contágio, estima-se que se torne na estirpe dominante no prazo de cinco a seis semanas