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Draghi visto como "salvador" de Itália e da UE

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De  Isabel Marques da Silva  & Elena Cavallone
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Draghi visto como "salvador" de Itália e da UE
Direitos de autor  GUGLIELMO MANGIAPANE/AFP
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Mario Draghi não é apenas um rosto familiar na União Europeia, foi o homem que salvou o euro durante a crise financeira, quando a Grécia esteve a beira de ser excluída do moeda única. Agora, multiplicam-se os votos de confiança no ex-presidente do Banco Central Europeu enquanto novo chefe do governo de Itália.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse, no Twitter, que sua experiência é “um recurso extraordinário não apenas para a Itália, mas para toda a Europa, particularmente num momento tão difícil”.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que espera trabalhar com Draghi na "recuperação da Europa", sendo que Itália vai receber 209 mil milhões de euros (28%do total) do fundo de recuperação Próxima Geração União Europeia, para 2021 a 2023.

"Tenho plena confiança no facto de que a experiência, ideias e capacidades de um primeiro-ministro responsável poderão, certamente, dar uma contribuição para um governo eficiente e pró-europeu", disse Paolo Gentiloni, comissário europeu da Economia e ex-primeiro-ministro italiano.

O grande conhecimento que Draghi tem das instituições da União Europeia será crucial também para relançar globalmente o projeto comunitário, segundo a analista política Teresa Coratella, do Conselho Europeu de Relações Externas.

É um pouco a fantasia dos liberais que pensam que podemos resolver os problemas atuais recorrendo a um banqueiro.
Manon Aubry
Eurodeputada, França, co-líder da esquerda radical

“Este ano, a chanceler Angela Merkel vai deixar a liderança da Alemanha, pelo que vamos perder uma figura muito importante da política de integração europeia. Há, também, que considerar que o presidente Macron enfrentará em breve eleições em França. Portanto, o papel que Draghi pode desempenhar num momento tão delicado da Europa é muito importante”, disse a analista.

Mas algumas vozes críticas dizem que talvez não seja o melhor líder para promover um modelo de maior inclusão social na Europa, nomeadamente a eurodeputada francesa que é co-líder da esquerda radical no Parlamento Europeu, Manon Aubry: "É um pouco a fantasia dos liberais que pensam que podemos resolver os problemas atuais recorrendo a um banqueiro, quando infelizmente penso que devera acontecer o contrário, agravando esses problemas".

Espera-se que, pelo menos em Itália, Mario Draghi volte a recorrer ao seu slogan de fazer "tudo que for preciso" para sair da crise.