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NATO analisa retirada de tropas do Afeganistão

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NATO analisa retirada de tropas do Afeganistão
Direitos de autor  OLIVIER HOSLET/AFP
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A deterioração da crise no Afeganistão está no topo da agenda de uma cimeira da NATO, esta semana, por videoconferência.

A reunião ao nivel dos ministros da Defesa vai discutir se deve manter-se a data de 1 de maio para retirar as tropas aliadas do país, como define o acordo de paz assinado entre os rebeldes talibã e o anterior governo dos EUA, presidido por Donald Trump.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, sugeriu adiar, face ao recente aumento da violência no país devastado pela guerra há décadas: "O nosso objetivo comum é claro. O Afeganistão nunca deverá servir, novamente, como refúgio para os terroristas atacarem os nossos países. Portanto, a nossa presença depende de certas condições".

"Embora nenhum país aliado queira ficar no Afeganistão mais do que o tempo necessário, também não iremos embora antes do momento certo", acrescentou.

Posição dos EUA poderá ser revista

Atualmente, há cerca de dez mil soldados da NATO no Afeganistão, um quarto dos quais são norte-americanos.

A nova administração liderada pelo presidente Joe Biden ainda deu poucas pistas sobre os planos para o Afeganistão.

Uma opção poderá ser deixar ficar uma pequena força especializada em contraterrorismo para controlar os movimentos de membros dos grupos talibã, Al Qaeda e Estado Islâmico.

O embaixador interino dos EUA para a NATO, Douglas Jones, diz que Washington está a estudar a situação: "Todas as opções estão a ser analisadas, mas não foram ainda tomadas decisões. Estamos empenhados, bem como todos os aliados, com o processo diplomático que está a decorrer".

"Reconhecemos que o processo diplomático em curso é a melhor hipótese para ter uma solução duradoura no Afeganistão e todos os aliados dão o seu apoio nesse sentido", reiterou.

O secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, já disse que vai levar por diante a agenda do presidente Biden para ter uma relação construtiva com a NATO, colocando um ponto final no comportamento imprevisível e até agressivo do ex-presidente republicano.

A ideia de Trump de reduzir consideravelmente o número de soldados norte-americanos destacados na Alemanha, por exemplo, já foram arquivada por Biden.