Última hora
This content is not available in your region

Lisboa oficializa candidatura de Guterres a um segundo mandato na ONU

euronews_icons_loading
António Guterres durante uma visita a Berlim no dia 18
António Guterres durante uma visita a Berlim no dia 18   -   Direitos de autor  Bernd von Jutrczenka/(c) Copyright 2020, dpa (www.dpa.de). Alle Rechte vorbehalten
Tamanho do texto Aa Aa

O Governo português formalizou esta quarta-feira a candidatura de António Guterres a um segundo mandato de cinco anos como secretário-geral da ONU.

O primeiro-ministro, António Costa, assinou o documento a oficializar a proposta do executivo português, documento endereçado ao presidente da Assembleia-Geral da ONU, Volkan Bozkir, e à presidência do Conselho de Segurança, este mês assegurada pelo Reino Unido.

O mandato de cinco anos de Guterres, que assumiu o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em janeiro de 2017, termina no final deste ano, a 31 de dezembro.

Aclamado pelos 193 Estados-membros da Assembleia-Geral da ONU para o cargo de secretário-geral em 13 de outubro de 2016, António Guterres anunciou, em janeiro último, a sua disponibilidade para cumprir um segundo mandato de cinco anos no período de 2022-2026.

António Costa certo da confiança dos estados-membros

Ao longo dos últimos cinco anos, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, serviu de uma forma exemplar as Nações Unidas, a sua Carta, os seus valores. Encheu seguramente Portugal de orgulho, mas, sobretudo, devolveu força a valores fundamentais que o Humanismo que inspirou a Carta das Nações Unidas precisa de ver devidamente promovidos e defendidos
António Costa
Primeirio-ministro de Portugal

O chefe de governo destacou a "forma exemplar" como o atual secretário-geral da ONU, António Guterres, tem servido os valores daquela organização durante os últimos e "particularmente difíceis" cinco anos, com uma "liderança firme" perante os grandes desafios globais.

"Ao longo dos últimos cinco anos, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, serviu de uma forma exemplar as Nações Unidas, a sua Carta, os seus valores. Encheu seguramente Portugal de orgulho, mas, sobretudo, devolveu força a valores fundamentais que o Humanismo que inspirou a Carta das Nações Unidas precisa de ver devidamente promovidos e defendidos", afirmou António Costa, ao formalizar hoje em Lisboa a proposta do nome do ex-primeiro-ministro português para um segundo mandato na liderança da ONU.

Ainda na declaração feita aos jornalistas, sem direito a perguntas, o primeiro-ministro português manifestou "muita confiança" na avaliação que os Estados-membros da ONU farão do atual mandato de Guterres e das qualidades deste para o desempenho de um novo mandato.

Marcelo transmite "caloroso apoio" a Guterres

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou com António Guterres transmitindo-lhe "caloroso apoio" à sua candidatura a um novo mandato de cinco anos como secretário-geral das Nações Unidas.

Esta informação foi divulgada através de uma nota no portal da Presidência da República na Internet, depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter formalizado o apoio Portugal à recandidatura de António Guterres.

"O Presidente da República saúda, com grande júbilo, a recandidatura do engenheiro António Guterres, com quem já hoje falou transmitindo o seu caloroso apoio, a um novo mandato como secretário-geral das Nações Unidas", lê-se na nota.

Marcelo Rebelo de Sousa defende que António Guterres "é a pessoa certa para continuar a promover o imprescindível papel e a reforma daquela organização".

Segundo o chefe de Estado, a recandidatura de António Guterres "é uma excelente notícia para as Nações Unidas, porque demonstrou ser um brilhante secretário-geral", e também "é uma excelente notícia para Portugal, porque é um português de enorme valor".

O Presidente da República afirma esperar que o antigo primeiro-ministro português possa "continuar a ocupar o lugar mais importante da mais importante organização internacional".