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ONU diz que EUA devem impor sanções a bin Salman

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ONU diz que EUA devem impor sanções a bin Salman
Direitos de autor  Manuel Balce Ceneta/AP Photo
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Os EUA foram cautelosos na divulgação do relatório sobre a morte de Jamal Kashoggi. O objetivo não é criar tensão nas relações com a Arábia Saudita mas a ONU não tem dúvidas. O país deve impor sanções contra o Príncipe Herdeiro, após concluir que ele está implicado na morte do jornalista, como fez noutros casos.

A Arábia Saudita nega as conclusões dos serviços secretos norte-americano - de que é "altamente improvável" que Mohammed bin Salman, que tem o controlo absoluto sobre as organizações de segurança e secretas do reino, não tenha aprovado a operação para capturar ou matar Khashoggi, em Istambul, na Turquia - e fala em "informações e conclusões imprecisas".

Os EUA acusam mas com precaução: "A relação com a Arábia Saudita é importante", refere o secretário de estado Antony Blinken. "Temos interesses significativos em andamento. Continuamos comprometidos com a defesa do reino, mas também queremos ter certeza, e foi isso que o presidente disse desde o início, que o relacionamento reflete melhor os nossos interesses e os nossos valores. Portanto, o que temos feito não é romper o relacionamento, mas recalibrá-lo".

Quanto às relações os dois países parecem estar de acordo Riade diz que é preciso continuar uma parceria "sólida e forte" com Washington.

Contra Salman não há, pelo menos para já, sanções. O mesmo não se pode dizer de 76 personalidades sauditas que se acredita terem participado no crime e a quem foram retirados os vistos. Foram ainda anunciadas represálias financeiras contra o General Assiri e a Força de Intervenção Rápida, uma unidade de elite encarregada de proteger o príncipe.