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Moody's elogia reformas económicas angolanas

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De  Neusa Silva
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Vendedora ambulante em mercado de Luanda (arquivo)
Vendedora ambulante em mercado de Luanda (arquivo)   -   Direitos de autor  AMPE ROGÉRIO/ 2021 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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Angola foi o único país africano que conseguiu reestruturar a dívida privada e manter uma previsão de crescimento em alta.

A informação foi avançada pela secretária-executiva da comissão económica das Nações Unidas para África, Vera Songwe, dias depois da agência de rating Moody's ter revisto em alta a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto de Angola para 2,7%, em 2021.

O jornalista e economista Carlos Rosado de Carvalho considera a avaliação como positiva, mas muito reduzida:

_“A subida do petróleo alterou completamente as perspetivas da economia angolana. Agora isto é positivo? Sem dúvida nenhuma, mas a verdade é que os patamares continuam muito baixos. _

Só para termos uma ideia, a população angolana cresce à taxa de 3% ano. Não há nenhuma previsão para 2021 que prevê um crescimento desta magnitude. Mesmo com estas previsões de crescimento nós vamos continuar a empobrecer. Portanto a zungueira não vai perceber isso."

A Moody's considerou igualmente que Angola terá sido o país mais reformista em África nos últimos cinco anos.

A Euronews falou com Jânio Ambrósio, economista chefe da Hemera Capital Partners (empresa suíça gestora de ativos com foco no mercado da África Austral) para perceber de que forma os investidores internacionais olham as avaliações.

Para ele, a região apresenta um nível considerável de potenciais consumidores e uma rentabilidade elevada:

_"Os eurobonds desta região da África Austral são dos mais rentáveis e se for feito um 'outlook' a nível de crescimento por regiões, de certeza que a África Subsariana é daquelas regiões que maior potencial de crescimento há de apresentar. _

E Angola, sobretudo com a reforma em curso, no que se refere ao mercado de capitais que está a dar saltos, está a ser uma autêntica revolução para um mercado que foi criado muito recentemente.”

A economia angolana não cresce há mais de quatro anos. Se as previsões da Moody's se materializarem, o que implica uma estabilização do preço do barril de petróleo nos níveis atuais, 2021 pode vir a ser o ano em que Angola finalmente quebra o ciclo de recessões que já dura há cinco anos.