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Chineses pedem boicote às marcas que criticam situação em Xinjiang

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Chineses pedem boicote às marcas que criticam situação em Xinjiang
Direitos de autor  Greg Baker/AP
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Continua a aumentar a tensão entre a China e o Ocidente por causa da situação em Xinjiang.

Várias celebridades chinesas estão a apelar ao boicote à H&M e à Nike, duas das marcas de retalho que mostraram preocupação pelo alegado uso de mão-de-obra forçada da minoria muçulmana uigur na produção de algodão.

As declarações da Nike e da H&M foram feitas no ano passado, mas ganharam relevo esta semana depois da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá anunciarem a imposição de sanções contra a China.

Segundo os ativistas de defesa dos direitos humanos, mais de um milhão de uigures e outras minorias foram mantidos ou continuam em "campos de trabalhos forçados" nesta região do noroeste do país.

A China nega as acusações, afirmando que as instalações são "centros de formação profissional". Esta quinta-feira, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros disse que "o povo chinês não vai permitir que alguns estrangeiros comam o arroz da China enquanto esmagam as suas taças". Hua Chunying falou em "ataque maliciosos com base em rumores e mentiras, que prejudicam os interesses da China".

Refugiados uigures manifestam-se contra a visita de MNE chinês

Cerca de mil cidadãos de origem uigur manifestaram-se esta quinta-feira contra a visita do chefe da diplomacia chinesa à Turquia. Em frente ao consulado da República Popular da China em Istambul, os manifestantes mostraram cartazes com frases contra o “genocídio” e os “campos de trabalho forçado”.

A minoria muçulmana uigur é originária da província de Xinjiang. Várias organizações não-governamentais acusam o regime de Pequim de perseguição contra os uigures e pedem o encerramento dos "campos de trabalhos forçados".