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Protestos contra a polícia: "sem justiça não há paz"

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Protesto pela morte de Daunte Wright baleado durante uma operação stop
Protesto pela morte de Daunte Wright baleado durante uma operação stop   -   Direitos de autor  John Minchillo/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
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Centenas de manifestantes voltaram a reunir-se à porta da esquadra de Brooklyn Center, em Mineápolis, fortemente vigiada. Um protesto que acontece desde que uma agente da polícia, Kim Potter, entretanto demitida, disparou mortalmente sobre um condutor, Daunte Wright, durante uma operação stop, no domingo passado.

Foi a polícia de choque que acabou por expulsar os manifestantes com o recurso a gás lacrimogéneo, balas de borracha, entre outras coisas.

Para os residentes locais a situação começa a tornar-se dramática. "Já não podemos ter a janela aberta" porque o gás lagrimogéneo entra pela casa a dentro, explicava à Associated Press Xzavion Martin, de 16 anos, acrescentando que as balas de borracha e outros projécteis aterram na varanda seu apartamento, que fica no segundo andar. "Há crianças neste edifício que estão, realmente, com medo de regressar", acrescentava.

Potter foi, entretanto, acusada de homicídio involuntário de segundo grau. O antigo chefe da polícia deste subúrbio de Mineápolis, que se demitiu, alegou que a agente disparou a sua pistola mas o que pretendia era usar o seu taser.

Mais um triste episódio de uma longa lista entre agentes da polícia dos EUA e a comunidade afro-americana.

Um vídeo, divulgado recentemente, mostra um polícia de Chicago, Eric Stillman, a balear mortalmente um menino, Adam Toledo, de 13 anos, após a criança largar uma arma e levantar as mãos.

Cerca de mil pessoas reuniram-se, na sexta-feira à noite, num parque de Chicago em protesto contra o sucedido. Em alguns cartazes lia-se "parem de matar crianças" e gritava-se: "sem justiça, não há paz".

Vários juristas, citados pela Associated Press, dizem que não pensam que Stillman possa ser acusado devido aos precedentes estabelecidos por uma decisão histórica do Supremo Tribunal de 1989 sobre o uso da força pela polícia. Mas há quem acredite que os procuradores podem ter provas suficientes para justificar a acusação por homicídio involuntário e deixar que um júri decida.