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UEFA e FIFA juntas contra a nova Superliga europeia de futebol

UEFA e FIFA juntas contra a nova Superliga europeia de futebol
Direitos de autor Martial Trezzini/ KEYSTONE / MARTIAL TREZZINI
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De  Francisco Marques
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Primeiro-ministro do Reino Unido também critica a nova competição que junta para já 12 dos clubes mais ricos da Europa, incluindo seis ingleses

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O organismo que superintende o futebol europeu, a UEFA, promete lutar contra a anunciada criação de uma nova super competição de clubes, envolvendo para já 12 dos emblemas mais ricos da Europa.

Em comunicado, a UEFA e as ligas e federações inglesas (Premier League e FA), espanholas (La Liga e RFEF) e italianas (Serie A e FIGC) reiteraram manter-se unidas para travar o que dizem ser "um projeto cínico" e "baseado no egoísmo de uns poucos clubes".

A entidade europeia recupera a ameaça da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e das seis confederações de que "todos os clubes implicados" na nova competição independente "vão ser proibidos de competir em qualquer competição de nível doméstico, europeu ou mundial, e os respetivos jogadores podem ver negada a possibilidade de representar as seleções nacionais".

Também a FIFA voltou este domingo a manifestar oposição à criação de uma liga de clubes elitista na Europa e até o primeiro-ministro do Reino Unido se juntou às vozes críticas da nova competição e alertou para os eventuais danos nas provas nacionais.

Boris Johnson considera que "uma Superliga europeia iria ser muito danosa para o futebol" e por isso manifestou apoio às ações que as autoridades da modalidade venham a tomar porque, acrescentou, a nova competição "daria um golpe no coração da competição doméstica e iria afetar os adeptos por todo o país".

Arranque em agosto, final em maio

A anunciada Super Liga Europeia junta para já três clubes espanhóis (Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid), três italianos (AC Milan, Inter de Milão e Juventus) e seis ingleses (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham).

Os 12 emblemas fundadores desta anunciada Superliga, que será liderada pelo presidente do Real Madrid, Florentino Perez, garantiram que em breve haverá mais três clubes envolvidos, sem dar quaisquer sinais reveladores sequer sobre o país de origem.

Bayern de Munique e Paris Saint-Germain têm-se manifestado indisponíveis para aderir a esta nova associação elitista no futebol europeu.

O pontapé de saída foi anunciado para agosto, com os jogos a decorrer a meio da semana, no intervalo das respetivas Ligas nacionais, num formato de dois grupos de 10 equipas, com quartos-de-final e meias-finais a duas mãos e uma final em campo neutro, a realizar em maio.

Da lista de equipas em competição, farão parte mais cinco convidadas mediante os resultados da época anterior.

Do lado dos 12 clubes já em campo para desenvolver a nova competição independente e exclusiva, foi revelado o desejo de iniciar em breve negociações com a UEFA e a FIFA sobre a futura parceria, uma vez que estes grandes clubes contam continuar a jogar nas respetivas Ligas nacionais.

A continuidade nas ligas domésticas pode, no entanto, estar em risco devido à forte oposição de UEFA e FIFA, que podem inclusive vir a impedir os jogadores destes emblemas de participarem nas grandes competições de seleções.

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