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Cuba: Miguel-Diáz-Canel dá continuidade à dinastia Castro

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Cuba: Miguel-Diáz-Canel dá continuidade à dinastia Castro
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É o fim da dinastia Castro em Cuba. No oitavo congresso do Partido Comunista Raúl Castro passou o testemunho a Miguel Díaz-Canel. O presidente de Cuba passa a ser o primeiro-secretário do Partido Comunista Cubano (PCC).

Com Raúl Castro deixam o comité central nomes históricos da revolução cubana como José Ramón Machado-Ventura, o comandante Ramiro Valdés e Marino Murillo, o arquiteto das reformas económicas iniciadas no país há uma década.

Mas dentro ou fora do partido, Cuba continuará a contar com Castro, como referiu o sucessor: "Será consultado para as decisões estratégicas de maior peso do destino da nação".

De resto os cubanos não têm dúvidas: Mudam as caras, as gerações mas o caminho é o mesmo, como referia, numa rua de Havana, uma cidadã: "Cuba sem Raúl e sem Fidel continua a ser a mesma, porque o nosso presidente Miguel Díaz-Canel tem a mesmas ideias que eles".

Entre os novos membros da Comissão Política do PCC, e portanto de Cuba, encontram-se o primeiro-ministro do país, Manuel Marrero e Luis Alberto Rodríguez López-Callejas, genro de Raúl Castro e chefe do conglomerado militar cubano GAESA, que controla os bens económicos mais valiosos do país.

Para além de Díaz-Canel, outros membros do órgão máximo de liderança do PCC incluem o presidente do Parlamento, Esteban Lazo; o vice-presidente cubano, Salvador Valdés; o vice-primeiro-ministro, Roberto Morales e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, entre outros.

No total, o novo corpo é composto por 14 líderes, três a menos do que a composição anterior.

Entre elas estão três veteranas com mais de 70 anos e três mulheres: a presidente da Federação das Mulheres Cubanas, Teresa Amarelle; a cientista e diretora do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia, Marta Ayala, e a primeira secretária do PCP em Artemisa, Gladys Martinez.

Os militares são representados pelo recentemente nomeado Ministro das Forças Armadas Revolucionárias, General do Exército, Álvaro López Miera; o Ministro do Interior, Major-General Lázaro Álvarez Casas, e por Rodríguez López-Callejas, que detém a patente de Brigadeiro-General.

A nova comissão política e o secretariado foram nomeados pelo Comité Central eleito pelos 300 delegados que participaram no congresso, em representação dos mais de 700.000 militantes e cuja composição foi reduzida de 142 para 115 membros.

O 8º Congresso do PCC terminou na mesma data em que se comemora o 60º aniversário da "Vitória de Playa Giron", a forma como é designada em Cuba a invasão falhada de 1961, conhecida no mundo como Baía dos Porcos.