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Protestos na Dinamarca contra "expulsões" de refugiados sírios

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Protestos na Dinamarca contra "expulsões" de refugiados sírios
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Centenas de pessoas protestaram, esta semana, em frente ao parlamento dinamarquês, contra a revogação das autorizações de residência dos refugiados sírios. A Dinamarca é o primeiro país europeu a fazê-lo.

Faeza Satouf, de 25 anos, é um dos refugiados que enfrentam um futuro incerto. A jovem estudante de enfermagem que tem a família na Dinamarca diz que se voltar à Síria vai ser detida no aeroporto e que como o seu pai é procurado na Síria que a vão ameaçar e forçá-la a dizer onde ele se encontra... e que o pai também será forçado a regressar e preso.

Como a Dinamarca não tem relações diplomáticas com a Síria, aqueles que se recusam a deixar a Dinamarca não podem ser deportados.

"O nosso objetivo não é que eles vivam nesses centros por um longo período de tempo, mas que voltem para casa e possam ser um recurso no seu país de origem, com as competências e a educação que receberam na Dinamarca", afirma Rasmus Storklund, membro do Comité Imigração e Integração.

A Dinamarca considera que a capital síria e a região vizinha são seguras e que quem tem asilo temporário pode agora ir para casa.

Gerda Abildgaard, voluntária da Cruz Vermelha sublinha que "o que foi dito aos sírios quando chegaram foi que não ficariam aqui permanentemente, mas apenas até o país de origem voltar a ser seguro", mas diz que apenas a Dinamarca considera o país de novo seguro.

Ainda na quarta-feira, houve confrontos entre combatentes curdos e as forças aliadas do governo em Qamishli, no nordeste da Síria. Pelo menos um curdo morreu.