Última hora
This content is not available in your region

Joe Biden reconhece genocídio do povo arménio

euronews_icons_loading
Joe Biden reconhece genocídio do povo arménio
Direitos de autor  Evan Vucci/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved
Tamanho do texto Aa Aa

O presidente dos EUA reconheceu este sábado o genocídio do povo arménio. Joe Biden escolheu o dia que marcou o início daquele que foi um dos maiores massacres da história da humanidade, perpetrado pelo império Turco-Otomano entre 1915 e 1923 para mudar o discurso dos EUA sobre a tragédia que vitimou cerca de 1,5 milhões de pessoas, de acordo com dados da Arménia.

"O povo americano honra todos os arménios que pereceram no genocídio que teve início há 106 anos".
Joe Biden
Presidente dos EUA

Uma tomada de posição, e o cumprir de uma promessa eleitoral - que vai ao encontro da reivindicação da ex-república soviética e da comunidade arménia que vive nos EUA, congressistas incluídos - mas que pode pôr em causa as relações entre EUA e Turquia que nega o genocídio e afirma que as mortes ocorreram no contexto de uma guerra civil.

Ancara já reagiu à declaração do chefe de Estado dos EUA. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mevlüt Çavusoglu, voltou a rejeitar a utilização do termo "genocídio". Através da sua conta de Twitter o chefe da Diplomacia turca afirmou que "as palavras não podem mudar ou reescrever a história. Não temos de aprender nada com ninguém sobre o nosso próprio passado", acrescentando que_"o oportunismo político é a maior traição à paz e à justiça"_. Para Çavusoglu Biden falou "sob pressão de círculos arménios radicais e grupos anti-turcos".

Pouco antes da comunicação de Biden o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, tinha expressado pesar pela morte de arménios em 1915, numa mensagem dirigida ao Patriarca da Igreja Arménia na Turquia, Sahak Masalyan.

Em 2019, na anterior administração, o Congresso dos EUA tinha reconhecido o genocídio. Numa altura em que Donald Trump se vangloriava do bom relaçionamento pessoal com o seu homólogo turco. O texto simbólico tinha recolhido o apoio unânime do Senado. No final de outubro a Câmara dos Representantes aprovava a resolução com uma maioria esmagadora.