Bienal de Veneza arranca com um ano de atraso

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De  Teresa Bizarro  com Agências
Bienal de Veneza arranca com um ano de atraso
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"Como é que vamos viver juntos?": éa pergunta da Bienal de Arquitetura Veneza, suspensa em 2020 e que pode ser visitada a partir deste sábado na cidade italiana. Uma inauguração ainda tímida. Devido à pandemia, a grande fatia do programa oficial de atividades foi empurrado para setembro.

A interrogação que dá mote à bienal ganhou uma nova dimensão, com os confinamentos que o mundo viveu no último ano, mas quer ir para lá de espuma destes dias.

O arquiteto chileno Alejandro Aravena coordena todo o evento deste ano. Explica como a arquitetura cria espaços de diálogo. Nesta estrutura montada à beira dos canais, está na sua opinião, a possibilidade para um diálogo entre chilenos e Mapuches.

Revela que a ideia foi "recuperar a velha tradição de parleys - fóruns onde se concversa e negoceia". Criaram neste caso um Koyauwe, 'koya' é para negociar, para falar, 'uwe' é lugar. Era suposto que chilenos e mapuches viessem aqui negociar".

Num momento em que a exploração espacial ganha um novo fôlego, o projecto "Vida para além da Terra" apresenta uma aldeia lunar desenvolvida por um gabinete de arquitetura em colaboração com a Agência espacial europeia.

O espaço oficial de Portugal propõe este ano uma viagem à evolução da arquitetura depois do 25 de abril. 

Para além dos 63 pavilhões nacionais, a bienal organiza uma exposição coletiva com 114 participantes de 46 países. A dupla de arquitetos portugueses Manuel e Francisco Aires Mateus e a arquiteta angolana Paula Nascimento representam a lusofonia nesta mostra.