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Oposição prepara governo anti-Netanyahu em Israel

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Oposição prepara governo anti-Netanyahu em Israel
Direitos de autor  Uriel Sinai/AP
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O ciclo de 12 anos de Benjamin Netanyahu à frente dos destinos de Israel está quase a chegar ao fim. O ultranacionalista Naftali Bennet, líder do partido Yamina, anunciou este domingo, o apoio à criação de um governo de coligação com o bloco da oposição liderado pelo centrista Yair Lapid.

Numa conferência de imprensa, Naftali Bennett anunciou que vai "fazer tudo para formar um governo de unidade nacional com o meu amigo Yair Lapid com o objetivo de salvar o país do atual caos em que vive e retomar uma vida normal".

De acordo com os meios de comunicação social israelitas, os dois líderes políticos já definiram que Benet seria primeiro-ministro nos primeiros dois anos e o Lapid assumiria o cargo nos dois últimos.

Netanyahu já reagiu à criação deste governo anti-Netanyahu, acusando Bennett de operar “o golpe do século”. Netanyahu afirmou que "em vez de formar um governo de esquerda, que pode ser perigoso para Israel, quando terminar o mandato de Lapid para formar um executivo, podemos formar um governo de direita bom para Israel".

A decisão de Naftali Benet acontece três dias antes de expirar o prazo de Lapid para criar Governo. O partido deste último, Yesh Atid, foi o segundo mais votado (17 deputados), atrás do Likud de Netanyahu (30), nas eleições de 23 de março.

Na sequência das eleições, Netanyahu foi quem recebeu, em primeiro lugar, a tarefa de formar uma coligação, mas ao fracassar e não conseguir uma maioria de 61 lugares no parlamento (de 120), o Presidente israelita encarregou Lapid de o fazer, em 05 de maio.

Desde então, o centrista está a procurar apoios suficientes para formar um executivo que destrone Netanyahu, no poder há 12 anos e com processos sobre corrupção.

Lapid lidera um amplo bloco de partidos de grande diversidade ideológica - desde a esquerda até à extrema-direita - cujo único elemento de união é a firme oposição ao atual primeiro-ministro.

No entanto, até agora ainda não alcançou os 61 lugares necessários para comunicar ao Presidente que conseguiu obter um acordo de coligação.