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Destino de Netanyahu está nas mãos da oposição

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Jerusalém
Jerusalém   -   Direitos de autor  Yonatan Sindel/YONATAN SINDEL
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Em Israel são horas de intensas negociações de bastidores. Os opositores de Benjamin Netanyahu tentam ultrapassar as diferenças e formar um governo de coligação. Une-os o objetivo de pôr fim à atual governação mas estão, profundamente, divididos sobre uma série de outras questões. Por isso, a sobrevivência a longo prazo de qualquer pacto governamental parece improvável.

Dahlia Scheinslin, consultora polític a perita em opinião pública, explica que as "__questões mais importantes são o conflito israelo-palestiniano e o que Israel deve fazer em relação ao conflito, a Gaza, à Cisjordânia. Mas também em relação à forma como encaram as instituições internas de Israel, particularmente as diferenças sobre o papel do poder judicial na vida israelita que se está a tornar uma questão cada vez mais central. Vai haver grandes discordâncias entre as alas direita e esquerda desta coligação".

Outro entrave à estabilidade governativa no país pode ser a pressão renovada para reformar o sistema eleitoral. David Newman, analista político da universidade Ben-Gurion, refere que é preciso "__uma reforma eleitoral séria que permita a realização de eleições e com governos estáveis que possam gerir o país, durante quatro a cinco anos, entre eleições, em vez de passarem todo o seu tempo a juntar governos frágeis de coligação e que, mesmo quando estão juntos, estão preocupados com o facto de um partido poder sair na semana seguinte".

Caso as conversações, para conseguir uma coligação, falhem será inevitável que os israelitas sejam de novo chamados às urnas. Mas se elas forem bem-sucedidas o mais provável é que o partido de Netanyahu se decida por uma nova liderança.