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Confrontos entre indígenas e polícia em Brasília

De  Rodrigo Barbosa  & AFP / EFE
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Confrontos entre indígenas e polícia junto ao Parlamento brasileiro
Confrontos entre indígenas e polícia junto ao Parlamento brasileiro   -   Direitos de autor  TIAGO MIOTTO/AFP
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Os confrontos entre polícia e indígenas em frente ao Parlamento brasileiro foram seguidos de acusações entre as autoridades e os manifestantes.

Os incidentes saldaram-se em pelo menos três polícias feridos por flechas e vários indígenas atingidos por granadas atordoantes e gás lacrimogéneo, com pelo menos dois hospitalizados "com ferimentos graves", segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

O serviço de imprensa da Câmara dos deputados acusou os manifestantes de "tentarem invadir" o Parlamento.

Dinamam Tuxá, líder indígena e coordenador executivo da APIB:

"Nós já vivemos há décadas, dentro do nosso território, com a paralisia da demarcação, com vários garimpeiros invadindo, com violência, com jagunço matando liderança... E nós chegamos aqui, para justamente denunciar o que vem ocorrendo dentro dos territórios, e passamos pela mesma situação."

Acampados em frente ao Parlamento, em Brasília, desde o início do mês, vários grupos indígenas pretendiam participar numa sessão parlamentar onde era debatido um polémico projeto de lei que altera as regras sobre a demarcação das suas terras.

Os indígenas temem ver os territórios abertos à exploração comercial, nomeadamente ao setor madeireiro e da extração mineira.

Os manifestantes denunciam também o forte aumento destas atividades de forma ilegal, desde a chegada ao poder de Jair Bolsonaro, ferrenho defensor da exploração dos recursos naturais das terras indígenas.