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Caso Tsimanouskaya: Treinadores expulsos de Tóquio2020

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De  Francisco Marques
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Caso Tsimanouskaya: Treinadores expulsos de Tóquio2020
Direitos de autor  WOJTEK RADWANSKI/AFP
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Comité Olímpico Internacional (COI) decidiu expulsar dos jogos de Tóquio2020 dois treinadores bielorrussos.

Quatro dias após terem estado alegadamente envolvidos na pressão exercida sobre a atleta Kristsina Tsimanouskaya, já exilada na Polónia ao abrigo de um visto humanitário, Artur Shimak e Yuri Maisevich viram as credenciais canceladas e removidas.

O COI justificou a expulsão "no interesse do bem estar dos atletas do Comité Olímpico da Bielorrússia que se mantêm em Tóquio" e surge como "medida provisória" numa altura em que foi colocada em campo uma comissão disciplinar olímpica para clarificar o ocorrido.

"Foi solicitado aos dois treinadores que abandonassem de imediato a Aldeia Olímpica e assim fizeram. Ambos vão ter a oportunidade de serem ouvidos", garantiu o COI.

No domingo passado, Tsimanouskaya alegou ter sido levada contra a vontade para o aeroporto de Tóquio para ser repatriada para a Bielorrússia quando ainda lhe faltava participar em algumas provas.

Em causa estariam críticas feitas aos treinadores, por terem decidido inclui-la à última hora e sem a consultar na prova de estafetas 4x400, na véspera de correr os 200 metros, a categoria pela qual se qualificou para Tóquio2020.

As críticas de Tsimanouskaya foram descritas na televisão bielorrussa como "antipatrióticas" e a família avisou-a que estavam a gerar muita revolta no país.

Temendo ser presa, a atleta pediu ajuda à polícia japonesa ainda no aeroporto, foi protegida e acabou por receber asilo humanitário na Polónia, onde já está e onde espera poder prosseguir com a carreira desportiva sem pensar ainda em requerer asilo político para ficar com o estatuto de refugiada.