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África paga a fatura do aquecimento global

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De  Teresa Bizarro
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Lago seco no Parque Mana Pools, no Zimbabué
Lago seco no Parque Mana Pools, no Zimbabué   -   Direitos de autor  Tsvangirayi Mukwazhi/AP
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África é o continente que menos tem contribuído para o aquecimento global. Os especialistas consideram que apenas três por cento das emissões de gases com efeito de estufa são reponsabilidade dos países africanos. A receita para travar as alterações climáticas no resto do mundo é fazer cortes profundos na emissão dos poluentes, mas em África o dasafio é diferente: desenvolver sem estragar.

Youba Sokona, vice-presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), considera que "nos países africanos, particularmente na África subsaariana, trata-se de ter um modelo de desenvolvimento com baixo teor de carbono e resistente ao clima". Para este conselheiro especial da ONU para o desenvolvimento sustentável, ten do em conta que "é nos países em desenvolvimento que as infra-estruturas energéticas estão a ser construídas", e onde existe um crescendo na urbanização e no sector agrícola, por isso "podemos pensar e desenvolver todos estes sectores de forma totalmente diferente de tudo o que já vimos antes, de modo a que sejam resistentes ao clima e com baixo teor de carbono, se não mesmo com zero carbono".

O relatório do Painel das Nações Unidas sobre o clima fez soar as campainhas em todo o mudo esta segunda-feira. A curva do aquecimento global acentuou-se. África é um continente particularmente exposto aos extremos climáticos e se nada for feito será ainda mais afectado.