Biden reafirma defesa da retirada do Afeganistão

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De  Ricardo Figueira
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Presidente norte-americano diz que a decisão foi "entre uma retirada e uma escalada da violência".

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Enquanto o Reino Unido a preparar-se para conversações com os Talibãs no Catar e vários governos mundiais prontos para aceitar os novos governantes do Afeganistão, Joe Biden reafirmou que a decisão de deixar o país foi a decisão certa. As últimas tropas deixaram o Afeganistão esta terça-feira.

"Estávamos perante uma decisão simples: Ou honrávamos o compromisso da anterior administração de deixar o Afeganistão ou teríamos de mandar mais dezenas de milhares de tropas para a guerra. Tivemos de optar entre uma saída e uma escalada", disse o presidente norte-americano.

Tivemos de optar entre uma saída e uma escalada.
Joe Biden
Presidente dos EUA

Biden mantém a promessa de retirar todos os norte-americanos ainda retidos no Afeganistão. Apesar das cenas caóticas no aeroporto de Cabul, diz que a evacuação correu bem: "A verdade é que 90% dos norte-americanos que queriam sair conseguiram sair. Para aqueles que ficaram, não há prazo. Continuamos comprometidos em retirá-los, se eles quiserem deixar o Afeganistão", disse.

A guerra no Afeganistão foi a mais longa dos Estados Unidos. Começou em 2001, como resposta aos atentados de 11 de setembro desse ano e durou até esta retirada que precipitou o regresso dos talibãs ao poder.

Biden deixou claro: "A principal obrigação de um presidente é defender e proteger os Estados Unidos não contra as ameaças de 2001, mas contra as ameaças de 2021 e tem sido esse o princípio por detrás das decisões sobre o Afeganistão".

Temos de proteger os Estados Unidos contra as ameaças de 2021, não contra as de 2001.
Joe Biden
Presidene dos EUA
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