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Começam os gritos no MOTELx

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Imagem oficial do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa
Imagem oficial do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa   -   Direitos de autor  ⓒ MOTELx
De  Francisco Marques
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Abre portas esta terça-feira, a 15.ª edição do MOTELx, o Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, de onde saiu há um ano o filme vencedor do Mèliès d'Or 2020 para melhor filme fantástico europeu.

Em jogo, este ano, volta a estar o prémio Mèlies d’Argent para a melhor longa-metragem de terror, mas também as "curtas" passam a ter uma competição internacional.

O MOTELx é um dos oito festivais europeus a eleger candidatos ao grande prémio Mèliès d'Or, normalmente atribuído em outubro.

Fora de competição há várias secções no programa oficial a prometer sustos. Para Pedro Souto, codiretor do MOTELx e secretário-geral da Federação de Festivais Mèliès, os destaques deste ano começam logo na noite de abertura.

“Desde logo destaco o filme de abertura, 'O Cavaleiro Verde'. É um filme de David Lowery, que nos traz uma adaptação bastante mais livre e desafiante de uma lenda arturiana. Mistura também um subgénero cada vez mais em voga e pertinente, o eco terror, aqui em modo medieval. É um filme que vai desafiar o espectador", garantiu à Euronews Pedro Souto.

A desafiar o próprio festival está o feito de "Pelican Blood", o vencedor da última edição.

A proposta alemã veio depois a ganhar o Mèliès d’Or, o grande prémio para o melhor filme fantástico europeu, e isso aumenta também a responsabilidade dos organizadores do MOTELx.

"Foi para nós um grande prazer. O 'Pelican Blood' era um filme muito especial, que misturava drama familiar com terror e um pouco de sobrenatural. É um filme alemão, um país que tem estado também muito forte nas propostas de cinema de terror e cinema de género no geral", recordou o codiretor do festival lisboeta, garantindo que também este ano há oito candidatos fortíssimos ao prémio.

Pedro Souto destaca mesmo a proposta portuguesa, "Um Fio de Baba Escarlate", um filme de apenas 60 minutos, realizado por Carlos Conceição, com apresentação marcada para quarta-feira, às 20h30, na Sala Manoel de Oliveira, no Cinema São Jorge.

Este ano, a Alemanha não está entre os oito candidatos, mas há filmes de Espanha, Itália, Rússia, França, Suécia e o já citado português. "Os nossos filmes são bastante fortes", garante Pedro Souto.

À margem da competição, saliência também para a secção "Fúria Assassina: Mulheres Serial Killers", uma retrospetiva das vilãs no cinema de terror.

“Existem muito mais mulheres realizadoras hoje em dia. Estamos muito mais atentos a isso. Queremos muito ter esses filmes porque são novos pontos de vista que nos trazem coisas novas. Foi também para fazer essa história de um subgénero não existente, mulheres 'serial killers', através do cinema de terror e levantar essa discussão", explicou-nos Pedro Souto.

Numa edição onde se promete uma forte presença feminina, o MOTELx vai ainda exibir e debater a trilogia inacabada do Ultramar, a guerra colonial portuguesa que este ano assinala 60 anos desde o seu início.

Vão ser apresentados dois filmes com argumento de Tino Navarro e Joaquim Leitão, "Inferno" e "20,13 Purgatório", que misturam géneros e fica em aberto a revelação de novidades sobre o eventual fecho da trilogia.

O encerramento do festival foi reservado para "The Night House - Segredo Obscuro", de David Bruckner.

MOTELx é uma mostra de cinema de terror para ver, em Lisboa, até 13 de setembro, mas não sozinho.