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Candidatos a chanceler trocam argumentos

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De  Ricardo Figueira
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Candidatos a chanceler trocam argumentos
Direitos de autor  Kay Nietfeld/dpa (www.dpa.de). Alle Rechte vorbehalten
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Os impostos e os temas sociais foram o tema do terceiro e último debate entre os três principais candidatos a suceder a Angela Merkel como chanceler da Alemanha, nas eleições marcadas para este domingo que representam o fim de uma era que durou 16 anos.

O SPD, de centro-esquerda, é dado como favorito. O líder Olaf Scholz e o novo homem forte da CDU, de centro-direita, Armin Laschet, trocaram argumentos.

"Queremos aliviar as pessoas com muito baixos rendimentos. Por isso é justo dizer que quem ganhe, por exemplo, aquilo que eu ganho enquanto ministro federal, deveria pagar mais impostos", disse Scholz.

Quem ganhar aquilo que eu ganho como ministro deveria pagar mais impostos
Olaf Scholz
Líder do SPD

Armin Laschet, que sucedeu a Merkel no comando da CDU, rebate este argumento: "Pensa que subir os impostos vai trazer mais dinheiro, mas tivemos a experiência oposta antes da pandemia. Uma vez que a economia cresceu e havia muita gente empregada, o Estado acabou por coletar mais dinheiro, disse.

Uma vez que a economia cresceu e havia muita gente empregada, o Estado acabou por coletar mais dinheiro.
Armin Laschet
Líder da CDU

Annalena Baerbock, líder dos Verdes, que as sondagens colocam no terceiro lugar, pôs a tónica no combate à pobreza infantil e às alterações climáticas.

"Defendo uma verdadeira mudança, que não faça as coisas pela metade no que toca às alterações climáticas, uma política que ponha as crianças e as famílias no centro e uma política externa que seja guiada pelos direitos humanos, no coração da Europa", explicou.

Não se pode fazer as coisas pela metade no que toca às alterações climáticas
Annalena Baerbock
Líder dos Verdes

Tal como tem acontecido nas últimas eleições, a grande distribuição dos votos entre os vários partidos significa que a composição do próximo governo federal vai depender muito dos acordos pós-eleitorais que forem criados. Mais uma vez, o governo será, com quase toda a certeza, formado por uma coligação de dois ou mesmo três partidos.