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Nan Goldin "mostra a alma das pessoas" no Festival Lumière

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Fotografia do filme "Variety"
Fotografia do filme "Variety"   -   Direitos de autor  Bette Gordon
De  Frédéric Ponsard  & Nuno Prudêncio
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Nan Goldin é uma estrela rock da fotografia. É assim que o Festival Lumière apresenta esta mítica artista americana, convidada para expor no certame. A mostra consiste em 35 obras e chama-se "Variety", o nome do filme realizado em 1983 por Bette Gordon, sobre um cinema de filmes pornográficos, em Times Square, Nova Iorque.

FRANCOIS GUILLOT/AFP
Nan GoldinFRANCOIS GUILLOT/AFP

"A minha intenção é mostrar a alma das pessoas e mostrar como é viver na pele dos outros. Estas fotografias foram tiradas no set do filme. Servi neste bar durante 5 anos, quando Times Square ainda era Times Square. O bar era um misto de profissionais do sexo, traficantes de má cocaína e artistas. Nunca houve um sítio assim no mundo. Tinha bons cozinheiros, turistas japoneses, o grupo The Clash, pessoas do bairro... que eram a maior parte dos clientes", explica-nos Goldin.

E prossegue: "Esta exposição é sobre a minha vida e a vida que vejo perante mim. Ninguém está a fazer poses, não há nenhuma luz especial. São fotografias de cena. Há uma diferença entre fotografias de cena e o meu trabalho. Devia isto à Bette Gordon, a realizadora que é minha amiga desde os anos 70. Tenho muito respeito por ela. Foi por ela que aceitei fazer esta mostra".

E Nan Goldin veio a Lyon precisamente na companhia de Bette Gordon, com quem apresentou uma cópia restaurada do filme, que vai ser lançada agora em França.