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Bolsonaro termina visita a Itália com homenagem a militares

Jair Bolsonaro em Itália
Jair Bolsonaro em Itália Direitos de autor Luca Bruno/AP
Direitos de autor Luca Bruno/AP
De  Ricardo Figueira
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A homenagem aos militares brasileiros caídos na Segunda Guerra Mundial marcou o último dia do périplo italiano. Presidente do Brasil foi recebido com protestos, mas os apoiantes marcaram também presença.

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Foi em Pistoia, na Toscana, com uma homenagem aos soldados brasileiros mortos na Segunda Guerra Mundial, que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro concluiu a visita a Itália. Bolsonaro prolongou a estadia no país depois do G20 em Roma e foi ainda feito cidadão honorário da vila natal do bisavô, na região do Véneto.

"Quase 500 brasileiros morreram neste local, mas a vitória fez-se presente. Ouso dizer que mais importante do que a própria vida é a nossa liberdade", disse Bolsonaro na homenagem.

Os manifestantes contra o chefe de estado do Brasil fizeram-se ouvir junto ao cemitério da cidade, em que estão sepultados os soldados do Corpo Expedicionário Brasileiro caídos num dos episódios-chave da derrota do fascismo em Itália na Segunda Guerra Mundial, depois de terem estado presentes em todas as anteriores etapas do périplo e da indignação contra a cidadania honorária concedida em Anguillara Veneta. Os apoiantes de Bolsonaro, embora em menor número, marcaram também presença.

O líder ultraconservador e ex-ministro do Interior Matteo Salvini esteve também presente na homenagem aos militares e criticou os protestos, defendendo mais uma vez Bolsonaro. Já os responsáveis da Igreja Católica fizeram um apelo contra a politização desta cerimónia.

Matteo Salvini pediu desculpa ao povo brasileiro pelos protestos com que o seu aliado Bolsonaro fio recebido em Itália: "Honrar os defuntos não deveria suscitar polémica", diz.

A diocese de Pádua repudiou a concessão de cidadania honorária a Bolsonaro por parte de Anguillara Veneta. Ao contrário da maioria dos outros líderes mundiais, Bolsonaro não seguiu para a COP em Glasgow depois do G20 em Roma, nem foi recebido pelo Papa no Vaticano.

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