Roménia desloca pacientes para Itália e Alemanha com 50 mil novos casos

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De  Euronews
Paciente em Bucareste recebe oxigénio, isolada por cortina de plástico
Paciente em Bucareste recebe oxigénio, isolada por cortina de plástico   -   Direitos de autor  Vadim Ghirda/The Associated Press

Com o sistema de saúde romeno a anunciar uma situação de pré-colapso, há já pacientes de Covid em estado crítico a serem mobilizados para Itália. A Polónia enviou médicos e enfermeiros para a Roménia, onde os números do governo apontam uma morte relacionada com o coronavírus em cada cinco minutos, sendo que a taxa de vacinação não ultrapassa os 37%.

Na Croácia, as filas para receber a inoculação são engrossadas por muitos russos, que se dirigem a este país à procura das vacinas aprovadas pelas autoridades europeias e pela Organização Mundial de Saúde, em detrimento da Sputnik. Assim poderão viajar por grande parte do globo.

"Não são só russos, há outros estrangeiros a vir. Há até uma fila especial. Mas a maior parte, sim, vem da Rússia por um dia e, duas semanas depois, recebe o certificado europeu", explica Valentino Rajkovic, coordenador da Proteção Civil de Zagreb.

Chegou ao fim esta quinta-feira o prazo para os cuidadores dos lares de idosos no Reino Unido receberem a imunização, sob pena de perderem o trabalho. É a chamada política "No Jab, No Job". Receia-se, no entanto, a penúria de pessoal, quando as estimativas apontam para mais de 30 mil trabalhadores sem esse requisito. Todos os trabalhadores dos serviços de saúde têm de seguir o mesmo caminho até abril do próximo ano.

E, pelo segundo ano consecutivo, os célebres mercados de Natal na Alemanha não deverão abrir face a números galopantes: em 24 horas, o país registou mais de 50 mil novos casos de infeção.