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Luta pela eliminação da violência contra as mulheres saiu à rua em Paris

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De  Francisco Marques
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Participantes em protesto pelo fim da violência contra as mulheres
Participantes em protesto pelo fim da violência contra as mulheres   -   Direitos de autor  AP Photo/Adrienne Surprenant

Paris foi palco este sábado de um protesto de milhares de pessoas contra a violência de género. O evento foi promovido no âmbito do Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que se celebra esta quinta-feira.

Milhares de ativistas desfilaram pelas ruas da capital francesa pedindo respeito pelos direitos das mulheres, o fim dos abusos sexistas e sexuais, e exigindo ao Governo gaulês políticas justas de combate a estes crimes.

Os organizadores dizem ter conseguido juntar 50 mil pessoas. As autoridades dizem ter sido 18 mil participantes no protesto. Em comparação com o balanço do protesto de há dois anos, após a suspensão do ano passado devido à Covid-19, a participação em ambas as estimativas caiu agora para metade.

Até à próxima quinta-feira, 25 de novembro, a data em que se celebra anualmente desde há 40 anos o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, há mais protestos anunciados em diversas cidades de França.

A data é celebrada desde 1981. Foi reforçado pelas Nações Unidas, em 1993, com a adoção da Declaração para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres e, em 1999, com a designação oficial pela ONU do dia 25 de novembro como símbolo dessa luta.

A data foi escolhida em honra das irmãs Mirabal, três ativistas políticas da Republica Dominicana que foram brutalmente assassinadas em 1960 por ordem do então líder daquele país das Caraíbas, Rafael Trujillo.

Portugal entra na luta

Em Lisboa, decorreu na semana passada o primeiro Fórum Portugal Contra a Violência, tendo por objetivo "promover a discussão e reflexão em torno dos novos instrumentos de intervenção multissetorial de prevenção e combate à violência doméstica, bem como os seus impactos no terreno".

Há um ano, no âmbito deste dia internacional, foi lançada em Portugal a campanha #EuSobrevivi, como força de reforçar a vigilância contra a violência doméstica e o alerta para os desafios impostos pela pandemia de Covid-19.

Em junho deste ano, a Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade relançou a campanha, incluída num novo plano de reforço de prevenção e combate à violência doméstica.

ESTÁ A SER VÍTIMA?

Existem algumas questões que podem ajudar a pessoa a perceber se está a ser vítima do crime de violência doméstica e a procurar ajuda, tais como:

  • Tem medo do temperamento do seu namorado ou da sua namorada?
  • Tem medo da reação dele(a) quando não têm a mesma opinião?
  • Ele(a) constantemente ignora os seus sentimentos?
  • Goza com as coisas que lhe diz?
  • Procura ridicularizá-lo(a) ou fazê-lo(a) sentir-se mal em frente dos seus amigos ou de outras pessoas?
  • Alguma vez ele(a) ameaçou agredi-lo(a)?
  • Alguma vez ele(a) lhe bateu, deu um pontapé, empurrou ou lhe atirou com algum objeto?
  • Não pode estar com os seus amigos e com a sua família porque ele(a) tem ciúmes?
  • Alguma vez foi forçado(a) a ter relações sexuais?
  • Tem medo de dizer “não” quando não quer ter relações sexuais?
  • É forçado(a) a justificar tudo o que faz?
  • Ele(a) está constantemente a ameaçar revelar o vosso relacionamento?
  • Já foi acusado(a) injustamente de estar envolvida ou ter relações sexuais com outras pessoas?
  • Sempre que quer sair tem que lhe pedir autorização?
Fonte: APAV

Linha de apoio à Vítima – 116 006 (dias úteis: 09h – 21h)