Tropas australianas desembarcam nas Ilhas Salomão

Tropas australianas desembarcam nas Ilhas Salomão
Direitos de autor Gary Ramage/Gary Ramage
De  Euronews com Agências
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Recolher obrigatório decretado pelo governo de Honiara. Tropas internacionais chamadas a patrulhar as ruas da capital para restabelecer a ordem depois de intensos motins

PUBLICIDADE

Soldados australianos desembarcaram este domingo nas Ilhas Salomão. São a resposta de Camberra ao pedido de ajuda feito pelo governo de Honiara que não conseguiu travar os motins que varrem as ruas da capital desde quarta-feira.

Os australianos vão integrar uma força internacional de paz da qual faz parte também a Papua Nova Guiné e fazem questão de separar águas.

"Não nos compete interferir na democracia deles. Não nos compete interferir na forma como resolvem as questões. Estamos simplesmente lá como um bom membro da família para tentar criar um ambiente estável e seguro para que os problemas das Ilhas Salomão sejam pacificamente ultrapassados," declarou Scott Morrison, primeiro-ministro da Austrália.

Isolada há 18 meses devido à pandemia, a economia das Ilhas Salomão degradou-se. Depois de três dias de incêndios e assaltos, foi decretado o recolher obrigatório. De acordo com a Cruz Vermelha no terreno, a população dedica-se agora a limpar as ruas, numa tentativa de resgatar a normalidade. 

Uma primeira estimativa do custo, divulgada este fim-de-semana pelo Banco Central das Ilhas Salomão, disse que 56 edifícios na capital tinham sido queimados e saqueados.

Situação "muito instável"

Mais de 100 pessoas foram presas por actividades relacionadas com motins, revelou a polícia das Ilhas Salomão no sábado, quando tentava restabelecer a ordem.

Numa carta dirigida ao homólogo da Papua Nova Guiné, o primeiro-ministro das Ilhas Salomão apelou ao envio de forças de manutenção da paz por um "período de três a quatro semanas". Manasseh Sogavare prometeu resistir aos apelos à sua demissão, mas os líderes da oposição propuseram a votação de censura.

O líder pró-Pequim alega que as potências estrangeiras se opunham à sua decisão de 2019 de transferir a lealdade diplomática das Salomão de Taiwan para a China estavam por detrás dos distúrbios. 

O governo chinês condenou na sexta-feira a violência e prometeu "salvaguardar a segurança e os legítimos direitos e interesses dos cidadãos e instituições chinesas".

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Centenas de refugiados começaram a atravessar a fronteira de Myanmar para a Tailândia

Dezenas de manifestantes anti-NATO entram em confronto com a polícia em Nápoles

Protestos convocados à medida que a Geórgia revive polémica lei sobre 'agentes estrangeiros'