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Turismo em tempos de pandemia

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De  Cristina Giner
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Turismo em tempos de pandemia
Direitos de autor  AFP /TOURISM FIJI

É na sombra de uma nova vaga de Covid-19 que arranca, em Madrid, a vigésima quarta Assembleia Geral da Organização Mundial de Turismo. É a primeira reunião magna desta agência das Nações Unidas desde que foi declarada a pandemia e contitui por si um desafio: na capital espanhola estão mais de mil delegados de 135 países.

Face ao clima de incerteza, a organização quer aprovar um código que devolva confiança aos viajantes. Alicia Gómez Alapon, perita jurídica da agência, explica que a ideia é dar garantias a quem, perante o encerramento generalizado das fronteiras, se encontre encurralado num país diferente" e definir os termos da assistência básica que terão direito a receber: "que tipo de assistência, em que condições, quem é responsável pela prestação de assistência básica - governo ou empresas -, como se coordenam para assegurar que os turistas não ficam numa situação precária," diz.

A Covid-19 - já se sabe vai dominar a agenda do encontro, mas o Organização Mundial de Turismo mantém na mesa objetivos de médio e longo prazo. Quer desenhar um turismo mais sustentável e fazer uso das ferramentas digitais para melhorar os serviços e a experiência dos viajantes.

A vice-ministra grega do Turismo não esconde a vontade de conhecer "quais são as novas tendências" para os viajantes e perceber "o que querem fazer depois da pandemia". Sofia Zacharaki sabe que o chamado slow tourism, um modelo em que o viajante "explora a natureza e evita multidões" tem estado a crescer e considra que empresários e governantes "têm de ter" isso em conta e "fazer políticas competentes" que o viabilizem.

Proteger os destinos e fomentar a economia

Políticas que viabilizem o Turismo, mas que preservem a biodiversidadebas e potenciem o desenvolvimento económico e social nos destinos - É este o desafio que os 135 países têm em cima da mesa .

Para Marcelo Risi, director de Comunicação da Organização Mundial de Turismo, as palavras-chave são "sustentabilidade, solidariedade e inclusão - não só social mas também económica, cultural e ambiental". Este responsável da agência sublinha que "a pandemia mostra-nos a profunda pegada social que o turismo tem, coom uma a cadeia de valor muito alargada".

A Organização Mundial do Turismo avisa que um novo encerramento das fronteiras e o cancelamento dos voos de África não são a solução e podem apagar as expectativas de recuperação do turismo para o próximo ano. Insiste-se que devem ser encontradas soluções conjuntas e para lidar com as novas variantes