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Grupo de média português alvo de piratas informáticos

"Site temporariamente indisponível"
"Site temporariamente indisponível" Direitos de autor Imagem visível nos sites do grupo Impresa
Direitos de autor Imagem visível nos sites do grupo Impresa
De  Euronews
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Os sites do grupo Impresa, fundado por Francisco Pinto Balsemão e detentor de marcas como a SIC e o Expresso, foram alvo de "hackers" e não funcionam desde domingo.

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_Pode aceder às notícias do Expresso, através do Facebook, Instagram e do Linkedin. As publicações da SIC Notícias podem ser lidas no Facebook. As atualizações da Blitz estão também disponíveis no Instagram e no Facebook._ #liberdadeparainformar

Os sites do Expresso, SIC, Blitz e Opto, estão inacessíveis pelo terceiro dia, após terem sido alvo de um ataque informático, este domingo. As marcas do grupo português de média Impresa viram a identidade dos sites e sistemas informáticos internos capturados por um grupo de piratas informáticos autodenominado Lapsus$.

O ataque, conhecido como ransomware, bloqueia ou restringe o acesso a um sistema infetado por um vírus, exigindo em troca um pagamento pelo acesso aos serviços.

Quem são os piratas informáticos?

O Lapsus$ terá sido criado há menos de um ano, mas no currículo conta já com ataques que o trouxeram para a ribalta. O mais mediático ocorreu em dezembro, quando o grupo pirateou ao longo de vários dias endereços do Governo brasileiro, sobretudo de organismos públicos na área da saúde, como o site do Ministério da Saúde, o Portal COVID, ou a aplicação móvel ConecteSUS, através da qual é atribuído o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19.

Já em maio, o grupo tinha hackeado a gigante norte-americana dos videojogos Electronic Arts, responsável por títulos como o FIFA.

No site da SIC chegou a ser publicada uma mensagem_,_ entretanto já retirada, em que era pedido um resgate.

Imagem que surgiu no site da SIC
Pedido de resgate do grupo Lapsus$Imagem que surgiu no site da SIC

Aos subscritores da newsletter do semanário Expresso foi enviada uma mensagem através do endereço eletrónico expresso@news.impresa.pt, normalmente utilizado para o envio das newsletters do jornal. Num comunicado dirigido aos leitores, a direção do Expresso deixa o alerta:

No seguimento do ataque informático que o Expresso foi alvo, foi enviado um email com o subject: ”BREAKING Presidente afastado e acusado de homicídio” cuja autoria não é do EXPRESSO. Recomendamos que o apague
Jornal Expresso

À semelhança do que aconteceu com o jornal do grupo fundado por Francisco Pinto Balsemão, também os clientes da plataforma OPTO receberam uma mensagem no telemóvel, onde se podia ler “Anunciamos Lapsus$ como o presidente de Portugal” e era feito um apelo à abertura de um link.

Rui Pinto reage a acusações de autoria do ataque

Alguns utilizadores do Twitter chegaram a relacionar o ataque a Rui Pinto, o pirata informático português responsável vazar informações e denúncias sobre operações financeiras no mundo do futebol, conhecidas como Football Leaks.

No entanto, Rui Pinto negou, esta segunda-feira, estar relacionado com o ataque ao grupo Impresa, afirmando que "só uma mente muito retorcida consegue fazer uma ligação" entre os crimes de que é acusado e "ataques devastadores de Ransomware".

Numa nota divulgada no final da tarde de domingo, o grupo Impresa, que já descreveu o ataque como um “atentado nunca visto à liberdade de imprensa em Portugal na era digital”, disse que "tem trabalhado com as autoridades competentes, nomeadamente com a Polícia Judiciária e com o Centro Nacional de Cibersegurança, e apresentará uma queixa-crime”.

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