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Justiça australiana elimina Novak Djokovic do Open

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De  Ricardo Figueira
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Justiça australiana elimina Novak Djokovic do Open
Direitos de autor  AP Photo

A revogação do visto de Novak Djokovic foi confirmada pelo tribunal federal da Austrália, onde o tenista foi ouvido este domingo. O número um mundial de ténis já lamentou e mostrou-se desapontado com esta decisão, na qual o tribunal alega que o sérvio, que não está vacinado contra a Covid-19, representa um perigo para a saúde pública australiana.

Djokovic falha assim a tentativa de revalidar o título no Open da Austrália e vê-se obrigado a regressar à Sérvia. Deve ficar em detenção até ser deportado. Quem não aceita a decisão são os fãs do tenista, na maioria membros da comunidade sérvia, que não arredam pé onde quer que o campeão vá.

A indignação não se limita aos fãs anónimos e vem também do Estado Sérvio, ao mais alto nível: O presidente do país, Aleksandar Vučić, diz que "isto não é mais do que uma caça às bruxas e é preciso não esquecer que Djokovic venceu o Open por nove vezes e esta atitude era desnecessária".

Isto é uma caça às bruxas.
Aleksandar Vučić
Presidente da Sérvia

A edição de 2022 pode não ser a única edição do Open falhada pela estrela do ténis, já que as deportações são normalmente acompanhadas de uma proibição de entrar no país durante três anos. Djokovic esperava entrar nos courts no Open da Austrália que começa esta segunda-feira, revalidar o título e conseguir assim a vigésima primeira vitória em torneios do Grand Slam.

Djokovic esteve retido vários dias num hotel, depois das autoridades lhe terem revogado o visto à chegada à Austrália, não considerando válida a isenção de necessidade de vacina que lhe foi dada pela organização do Open. Depois, alegou que não precisava de vacina por ter sido infetado com a Covid-19 no mês passado, mas o tribunal também não considerou esse argumento válido. Chegou a ser libertado, mas essa liberdade durou apenas dois dias, já que o visto de Djokovic foi revogado uma segunda vez.