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Blinken promete resposta em caso de agressão russa na Ucrânia

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De  Ricardo Figueira
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Blinken promete resposta em caso de agressão russa na Ucrânia
Direitos de autor  Bernd Von Jutrczenka/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

Os Estados Unidos autorizaram os países bálticos a enviar armas norte-americanas para a Ucrânia, perante a ameaça de uma invasão do país por parte da Rússia. O secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, disse também que qualquer agressão por parte da Rússia teria uma resposta forte por parte dos Estados Unidos e aliados europeus.

Essa posição foi deixada clara no encontro entre Blinken e os chefes da diplomacia do Reino Unido, França e Alemanha, em Berlim: Permitir que a Rússia viole estes princípios impunemente arrastar-nos-ia de volta a tempos muito mais perigosos e instáveis, quando este continente e esta cidade estavam divididos em dois, separados por terras de ninguém patrulhadas por soldados e a ameaça de uma guerra total a pairar sobre a cabeça de todos. Além de que é uma mensagem enviada a todo o mundo, a dizer que estes princípios são descartáveis. E isso também teria resultados catastróficos", avisou o chefe da diplomacia norte-americana.

Permitir que a Rússia viole princípios impunemente arrastar-nos-ia de volta aos tempos em que a Europa e Berlim estavam divididas em duas.
Anthony Blinken
Secretário de Estado norte-americano

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse também que não aceitava uma nova Europa dividida e exortou a Rússia a respeitar as convenções de Helsínquia e de Paris, que assinou. Foram reparos feitos no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça: "Queremos este diálogo. Queremos que os conflitos sejam resolvidos nos organismos que foram formados para esses propósitos. Se a situação se degradar e houver novos ataques à integridade territorial da Ucrânia, vamos responder com grandes sanções económicas e financeiras", disse. 

Se a situação se degradar e houver novos ataques à integridade territorial da Ucrânia, vamos responder com grandes sanções económicas e financeiras
Ursula von der Leyen
Presidente da Comissão Europeia

O Kremlin, através do porta-voz de Vladimir Putin, diz que as entregas de armas à Ucrânia e a permanente ameaça de sanções contra a Rússia podem ter como consequência uma guerra civil em larga escala: "Todas estas declarações contribuem para a desestabilização, porque podem fazer com que certas ideias entrem na cabeça de certos representantes da Ucrânia e da liderança ucraniana, que podem decidir começar uma nova guerra civil no seu país", disse Dmitri Peskov.

Estas declarações podem fazer com que a liderança ucraniana desencadeie uma nova guerra civil no país.
Dmitri Peskov
Porta-voz do Kremlin

Na linha da frente, na região do Donbass, no leste da Ucrânia, região maioritariamente russófona, a situação parece ter-se estabilizado. Num comunicado, o exército ucraniano diz que não houve combates pelo terceiro dia consecutivo.