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Manifestação anticovid em Bruxelas degenera em vandalismo contra instituições europeias

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De  Francisco Marques
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Polícia enfrenta manifestantes violentos em Bruxelas
Polícia enfrenta manifestantes violentos em Bruxelas   -   Direitos de autor  AP Photo/Geert Vanden Wijngaert

Tornou-se violenta e até com atos de vandalismo em algumas instituições europeias, a manifestação deste domingo, em Bruxelas, contra as restrições anticovid em vigor na Bélgica.

De acordo com as autoridades, cerca de 50 mil manifestantes concentraram-se na capital belga e alguns revelaram-se violentos.

A polícia respondeu com gás lacrimogéneo e canhões de água para tentar reprimir os manifestantes mais agressivos, que chegaram a vandalizar a sede do Serviço Europeu para a Ação Externa (EEAS, na sigla anglófona).

Este foi o quinto e o maior protesto em Bruxelas, no espaço de dois meses, contra as medidas anticovid impostas na Bélgica e que, por exemplo, limitam o acesso a espaços de restauração e entretenimento a quem respeite as regras de contenção do SARS-CoV-2.

A manifestação começou pelas 11 horas da manhã e terminou por volta das 17 horas (menos uma hora em Lisboa), mas os confrontos com as forças da ordem prosseguiram num género de jogo do gato e do rato por algumas ruas de Bruxelas.

Muitos dos manifestantes que participaram neste protesto não usaram máscara, revelando indiferença aos últimos números da Covid-19 no país e que vão obrigar, por exemplo, a substituir pelo menos mil professores.

Só na última semana, foram diagnosticadas na Bélgica uma média diária de 40 mil infeções e nem o alargamento dos horários de abertura de cafés e restaurantes anunciado na sexta-feira acalmou os opositores das medidas, que exigiram "liberdade" aos gritos.

O protesto deste domingo foi promovido pelos movimentos "World Wide Demonstration for Freedom" e Europeans United for Freedom", que convidaram opositores de outros países da União Europeia para participar.

A agência France Press deu conta da presença de bandeiras da Polónia, de França e dos Países Baixos entre a multidão revoltada.

Outras fontes • France Press, Derniere Heure