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Julian Assange consegue pequena vitória contra a extradição para os Estados Unidos

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De  Francisco Marques
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Apoiantes do fundador da Wikileaks, incluindo a companheira Stella Morris, à porta do tribunal
Apoiantes do fundador da Wikileaks, incluindo a companheira Stella Morris, à porta do tribunal   -   Direitos de autor  AP Photo/Alberto Pezzali

Julian Assange conseguiu uma pequena vitória esta segunda-feira, em Inglaterra.

O fundador da WikiLeaks" vai poder recorrer ao Supremo Tribunal para contestar a autorização emitida em dezembro pelo Alto Tribunal de o extraditar para os Estados Unidos, onde o pretendem julgar por espionagem.

O que é a WikiLeaks?

"A WikiLeaks é uma organização de comunicação transnacional e uma associação bibliotecária", lê-se na respetiva página oficial.

A organização foi fundada em 2006 por Julian Assange e assume-se especializada na análise e publicação de enormes bases de dados de “documentos oficiais censurados ou restritos” sobre guerras, espionagem e corrupção.

Em 2010, a WikiLeaks publicou uma grande quantidade de documentos secretos do governo dos Estados Unidos, incluindo alegados crimes de guerra no Iraque como tortura e o assassinato de milhares de civis.

A Casa Branca colocou a WikiLeaks no alvo, e em particular Assange, que acusa de espionagem e que desde então pretende julgar por espionagem.

A corte tinha contrariado em dezembro a decisão de primeira instância de não extraditar Assange, com base na saúde mental e num alegado perigo de suicídio caso fosse preso nos Estados Unidos, mas admitiu esta segunda-feira a hipótese de recurso do acusado com base em alguns argumentos jurídicos da defesa que considerou válidos para serem analisados pelo Supremo.

No entanto, como o tribunal o impediu de recorrer diretamente, o Supremo ainda terá de decidir se Assange vai poder fazer-se ouvir ou não pelos juízes.

Junto ao tribunal onde foi anunciada esta decisão, em Londres, estiveram muitos apoiantes de Julian Assange, incluindo a atual companheira, Stella Morris.

O fundador da Wikileaks encontra-se detido em Londres desde abril de 2019, sob acusação de ter violado as regras da caução paga em 2010, após a Suécia ter emitido um mandato de captura relacionado a um caso de violação e que motivou a detenção de Assange.

O acusado, de nacionalidade australiana, receava ser extraditado da Suécia para os Estados Unidos, onde começou na altura a ser acusado de espionagem, por denunciar alegados crimes de guerra americanos no Iraque, e refugiou-se em 2012 na embaixada do Equador em Londres.

Quando a embaixada do Equador lhe retirou o direito de asilo, em 2019, Assange foi detido pela polícia britânica e agora incorre na extradição para os Estados Unidos.